Ramses II

Ramses II


Da sua vida pessoal, quase nada se sabe.

A sua primeira e favorita rainha foi Nefertari.

O fato de, em Abu Simbel, o mais pequeno lhe ter sido dedicado, e à Deusa do Amor, mostra o afeto que existiu entre eles. Ela parece ter morrido comparativamente cedo, no reinado, e o seu belo túmulo, no Vale das Rainhas, em Tebas, é bastante conhecido.


Outra função dos faraós era travar batalhas constantes contra os invasores do Alto e do Baixo Egito. Quatro anos após Ramses II ter sucedido seu pai, Seti I, aos 25 anos, os inimigos de sempre dos egípcios, os Hititas, invadiram o Baixo Egito pelo norte. O inexperiente faraó juntou rapidamente um exército de 20000 homens, e marchou para a faixa de Gaza para enfrentar um exército hitita com quase o dobro de soldados. A batalha acabou, em termos territoriais, igual. Depois de muitas mais escaramuças, durante cerca de quinze anos, o sucessor de Muwatalli, Hatuusilis III, pediu um tratado de paz, que o Egito aceitou.


Este tratado durou o resto da vida de Ramses. No entanto foi muito ajudado pelo se casamento com Maat-Hor-Neferure em 1246 a.C., casamento este que por pouco não se realizava por causa de divergências quanto ao dote. Sabe-se também que, mais tarde, o faraó casou com outra filha do rei Hitita cujo nome se desconhece.

Numa época em que a expectativa de vida era, em média, de 40 anos, Ramses deve ter parecido quase imortal ao viver até os 92 anos, idade em que, finalmente e faraó vai para o “Mundo de Osíris”.



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Os cemitérios reais


O falcão voou para o céu... e o rei, seu filho, está sentado no trono de Rá em seu lugar

Assim o chefe da Medjay (polícia) anunciou "ao povo dos túmulos" a morte do faraó e a ascensão de seu sucessor ao trono, em um papiro conservado em Turim. Esse anúncio era seguido de uma sequência de cerimônias funerárias, que culminavam no sepultamento da múmia em uma tumba, munida com tudo aquilo que era considerado necessário para o local de descanso do filho de Rá e para garantir magicamente sua regeneração.




Desde os tempos remotos, as tumbas da realeza eram distintas das de seus súditos, da mesma maneira que o destino espiritual dos reis era diferente. As mastabas de "fachada de palácio" do início do Período Dinástico, depois as pirâmides em degraus e por fim as verdadeiras pirâmides (e não só os famosos exemplares de Quéops, Quéfren e Miquerinos) parecem, em sua estrutura sólida e impenetrável, simbolizar os "tronos eternos" dos homens que personificaram o deus Hórus e que foram os governantes do mundo. Esse era um mundo também considerado seguro e imutável.


No entanto os eventos acabaram por demonstrar a fragilidade intrínseca, tanto da estrutura política, abalada pelas revoluções do Primeiro Período Intermediário, quanto da presumida invulnerabilidade das pirâmides, como foi amargamente notado em um famoso texto:


Assim, aquele que foi sepultado como um falcão foi arrancado de seu sarcófago. O segredo das pirâmides foi violado... Assim, aquele que estava impossibilitado de fazer um ataúde, agora tem uma tumba. Assim, os mestres dos lugares sagrados, foram lançados no deserto (de Lamentações de Ipu-ur).


Com o restabelecimento do poder centralizado no começo do Novo Império, os cemitérios reais foram transferidos para as imediações da capital do reino na ocasião, onde quer que ela estivesse. As tumbas dos governantes de Tebas da 11ª dinastia estavam localizadas na margem oeste do Nilo em Tebas, em el-Tarif e em Deir el-Bahri (como a tumba monumental de Mentuhotep I), enquanto eles retornavam ao norte com a 12ª dinastia.


Durante o Segundo Período Intermediário, marcado pela traumática experiência da invasão dos hicsos, Tebas foi o centro da construção das tumbas dos reis da 13ª dinastia e posteriormente dos da 17ª dinastia, que foram os responsáveis pelo contra ataque que culminou na expulsão dos invasores. Essas tumbas, assim como as da 11ª dinastia, também eram localizadas em áreas contíguas às zonas habitadas, em Dra Abu el Naga, nas encostas das colinas que fechavam o Vale do Nilo a oeste. A múmia de Seqenenre Tao II, cujos danos provocados à cabeça são a evidência de uma luta sangrenta que terminou com a vitória de seus sucessores Kamose e Amosis, veio de uma destas tumbas não identificadas.



Os governantes da 18ª dinastia, depois de se transformarem nos senhores incontestáveis do país escolheram um vale atrás de Deir el-Bahri como seu "trono da eternidade". O vale era isolado e invisível para as pessoas que habitavam as margens do rio e o complexo funerário tradicionalmente integrado, consistindo na tumba e no templo, foi assim dividido. O templo funerário, "a casa dos milhões de anos", permanecia perto do Nilo para assegurar a perpetuação do culto devido ao rei por toda a eternidade. O local de sepultamento era isolado, em uma área inacessível pelas montanhas que a rodeavam, aberta apenas em uma única passagem estreita, usada pelas procissões funerárias. Este local chamado Vale dos Reis, é conhecido em árabe como Biban el-Muluk (portas dos reis). Para os antigos egípcios, ele era o Ta-set-aat, "o grande palácio", ou mais simplesmente Ta-int, "o vale". Um cume piramidal, "a cúpula" dominava a paisagem do vale, sua forma simbólica pode ter sido um fator na seleção deste local. O vale principal se dividia:

Vale Oriental – que contém a maioria das tumbas, e
Vale Ocidental – de beleza extraordinária e selvagem, com seus precipícios íngremes de pedra; estão localizadas apenas as tumbas de Amenófis III e de Ay.

A tumba mais antiga é a de Tutmés I, que também era associada ao nome de Ineni, o arquiteto que a projetou e construiu. Os operários chegavam ao vale através de uma trilha que partia de uma aldeia, a atual Deir el-Medina que era isolada e inclusa entre paredes de pedra.

 Os habitantes eram as pessoas envolvidas na construção das tumbas: pedreiros, escribas, pintores, escultores, carpinteiros e ourives. O isolamento serviu para garantir o segredo do que se passava no Vale dos Reis e no Vale das Rainhas – localizado ao sul da aldeia, abrigava os corpos dos filhos, das esposas e dos parentes dos governantes. As tumbas dos reis eram escavadas profundamente nos precipícios e eram compostas de uma série de degraus, rampas e corredores, com ocasionais poços profundos interrompendo as passagens.

 A câmara funerária era maior que as outras salas e seu teto era geralmente apoiado por pilares esculpidos na pedra. A sucessão de salas variou com o decorrer do tempo. Na 18ª dinastia (com exceção da de Ay) planta em ângulo reto com mudança brusca na direção a partir da metade do caminho. As da 19ª dinastia organizadas em linha quase reta, com uma leve angulação, a partir da metade do caminho.



Vale dos Reis




O lugar era escolhido pela:
seleção da qualidade da pedra e a
a proximidade com as tumbas prévias
Os operários eram divididos em duas equipes, que trabalhavam juntas:
1. os pedreiros e os operários – escavam a tumba e removem quantidades enormes de fragmentos de pedra calcária;
2. os escultores e os pintores – cobriam as paredes e os tetos da salas e dos corredores com cenas e textos destinados a garantir ao faraó a vida após a morte.


Apesar das tumbas do vale serem escondidas e protegidas pelas equipes da Medjay (polícia), logo começaram a ser o centro das atenções dos ladrões. Já na 18ª dinastia há testemunhos precisos de violação das tumbas reais. A situação piorou até o ponto em que no início da 21ª dinastia não era mais possível defender o vale. Várias múmias reais ainda não foram encontradas. Pode muito bem haver outro esconderijo ou sepulcro comunal, como o descoberto em 1908 na Tumba de Horemheb, que ainda precisa ser interpretado corretamente. A atual renovação da atividade arqueológica no vale por parte das autoridades egípcias e as numerosas missões estrangeiras sugerem que o futuro nos pode trazer mais surpresas.


do Livro 'Tesouros do Egito' do Museu do Cairo – Editado por Francesco Tiradritti e Fotografias de Araldo De Lucca – texto de Anna Maria Donadoni Roveri


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A rainha Touya


–Touya, esposa de Sethi I e mãe de Ramsés II –

Quando Horemheb morre, é um velho vizir, que um conselho de sábios escolhe para governar o Egito: Ramsés, o primeiro monarca de uma longa linhagem que compreenderá 11 Ramsés (que reinou dois anos de 1293-1291 a.C).

 Seu filho o sucedeu Sethi I – faraó de extraordinária envergadura, 13 anos de reinado de uma verdadeira idade áurea:

conteve a ameaça hitita impôs a calma no turbulento protetorado da Síria-Palestina construiu o grande templo de Osíris em Abidos



Para viver ao lado de tal faraó, era necessário uma grande esposa real dotada de uma forte personalidade, foi o caso de Touya, também chamada Mut-Touya, para sublinhar o seu papel de "grande mãe". Gerou o "filho da luz", Ramsés II, que reinou 67 anos.

Guardiã do espírito da monarquia faraônica, viveu o derradeiro apogeu do poder egípcio. Touya sobreviveu pelo menos 22 anos ao seu marido, e durante os primeiros 20 anos do reinado de seu filho, exerceu uma influência considerável na corte.

Uma estátua de 3 m de altura, conservada no Museu do Vaticano, mostra Touya sob um aspecto de mulher colossal e altiva. Ramsés II tinha veneração pela mãe, como mostram estátuas e baixos relevos consagrados a sua memória. Em Tebas, do lado norte do seu "templo de milhões de anos", Ramsés II mandou construir para Touya um pequeno santuário em arenito, com pilares coroados por capitéis representando o rosto da deusa Hathor, a construção exala a rainha-mãe e a sua função teológica.


É provável que Touya tenha morrido depois da paz do Egito com os Hititas. Com mais de 60 anos, foi enterrada num túmulo do Vale das Rainhas, por certo profusamente decorado e contendo um abundante e luxuoso mobiliário fúnebre. Essa morada eterna foi saqueada e devastada.

Uma das tampas dos vasos que continham as vísceras da rainha foi preservada e representa o rosto de Touya com uma pesada peruca, com um fino sorriso, extraordinária juventude, emana dessa modesta escultura que rasgando as sombras da morte, preserva a memória de uma rainha do Novo Império.

Venerada em todo país, Touya foi o perfeito símbolo da rainha mãe, discreta e ativa, mantendo a tradição das mulheres de Estado ligadas à grandeza do Império.


Origem: 'As Egípcias' de



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Os Cavaleiros Hospitalários de São João Batista de Jerusalém

A génese: A Ordem de S. João de Jerusalém fundada mesmo antes da tomada desta cidade pelos exércitos da Primeira Cruzada, corria o ano de 1099, começou por ser uma comunidade monástica que administrava um hospício-enfermaria para os peregrinos que se deslocavam à Terra Santa e, segundo um monge chamado de Bernardo, já existia em 870 com a designação de hospital para latinos, isto por oposição aos peregrinos gregos. A designação acaba por ser genérica e pouco elucidativa pois nessa época vários povos, do Mundo Mediterrânico, mantinham em Jerusalém diferentes hospícios. Por informações avulso, sabemos ter existido um hospital com a invocação de S. João, mas da Alexandria, fundado e mantido por amalfitanos (Amalfi era, à época, uma poderosa cidade republica do Sul de Itália). Esta instituição, pelo que sabemos, observava as regras Beneditinas, então com grande implementação entre a cristandade.


 Os frades vestiam de negro e usavam a cruz de Amalfi, a mesma que figura numa moeda desta da cidade-república cunhada entre os séculos X e XII. Assim, é credível que a orientação do beato Gerardo, com vista à reforma e sequente independência em relação às canónicas beneditinas, instaurando uma Ordem mais formal e com regra de S. Agostinho, por Bula Papal datada de 15 de Fevereiro de 1113, respondeu, por um lado, às novas realidades politicas, sociais e militares de Jerusalém e, por outro lado, ao centralismo político e religioso Papal.


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Maria Stuart

Maria Stuart foi uma das mais famosas rainhas do século XVI, e que teve contra si o ódio e a maldade de soberanos Ímpios.

Foi Linlithgow, cidade da Escócia, que serviu de berço a encantadora criancinha de nome Maria.

Os soberanos Jayme V. da Escócia e Maria de Loraine de Guise foram os pais de Maria Stuart.


Com a morte do rei escocês e com a decisão do parlamento anulando um a futura aliança entre Maria Stuart e o príncipe Eduardo de Gales, veio uma guerra entre a Inglaterra e a Escócia.

Mandada a bordo de um vaso de guerra da esquadra de Villegaignon, a jovem nobre escocesa chegou às terras da Gállia a 13 de agosto de 1548, onde desembarcou no porto de Roscoff.

Educada na corte francesa de Henrique III, e desejada para futura esposa do príncipe Francisco, teve uma bela instrução, tendo como mestre Buchnan, Ronsard, Loraine e outros.

Os nobres franceses tinham por ela verdadeira afeição, pois os seus cabelos louros e ondulados, os olhos de um cinzento claro, a sua esbelta estatura e aquele seu andar elegante, extasiava qualquer cavalheiro.

No dia 24 de abril de 1558, realizou-se na catedral de "Notre Dame" o casamento do príncipe Francisco com Maria Stuart, fazendo com que assim a aliança entre a França e a Escócia fosse sempre assegurada.

Morrendo Henrique III, subiu ao trono da França o herdeiro Francisco, esposo de Maria Stuart.

Em conseqüência de enfermidades, Francisco II morreu deixando sua jovem esposa viúva, que imediatamente resolveu rever sua pátria natal.

Maria Stuart deixou a bordo de uma galera o solo francês, a 14 de agosto de 1561. E quando já ao largo, Maria Stuart viu ir desaparecendo os contornos do litoral francês, disse com lágrimas nos olhos a seguinte frase de gratidão: "Adeus França, adeus, França, penso que nunca mais vos hei de ver".

Chegando à Escócia, desejosa de acalmar as revoluções religiosas, Maria Stuart nomeou para primeiro ministro, seu irmão natural Jayme Stuart com o titulo de conde de Murray, e logo depois casou-se com Danrley, filho do Duque de Lennox.

Depois de trair sua própria esposa e rainha, Danrley morreu vítima de uma explosão.

Maria Stuart então desposou Bothwell, um mercenario que chefiava a guarda imperial.

Batendo-se mais tarde com o revolucionário Murray, Bothwell perdeu a batalha.

Temendo cair prisioneira dos revoltosos, Maria Stuart pediu abrigo à sua prima Isabel rainha da Inglaterra.

Depois de encarcerada injustamente no castelo de Chartley, Maria Stuart teve de comparecer a um julgamento em Fotheringhay arranjado por Walsinghan secretario de Isabel.

Apesar dos veementes apelos e protestos da França e Espanha, a sentença para a morte de Maria Stuart foi assinada.

E, na manhã de 8 de fevereiro de 1587, Maria Stuart, apoiada ao braço seu médico francês, Bourgoing, subiu ao patíbulo, onde o gume do machado manejado pela mão férrea de um carrasco desceu sobre o seu pescoço, pondo fim à sua existência



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Collegia Fabrorum


Na Grécia encontramos uma Ordem Iniciática chamada Confraria de Dionísio, que era uma divindade originaria da Tracia e que construiu templos e palácios tanto na Grécia como na Síria e na Pérsia. Seus membros eram homens de ciência que não somente se distinguiam pelo seu saber como também porque se reconheciam por sinais e toques. Mantiveram um colégio em Theos, lugar que lhes fora designado como residência e onde eram iniciados os novos membros. Reconheciam-se por méio de toques e palavras; estavam divididos em lojas que eles denominavam colégios; cada colégio era dirigido por um Mestre secundado por inspetores que eram eleitos pelo período de um ano; celebravam assembléias e banquetes; os mais ricos ajudavam aos que se encontravam em má situação ou doentes e relacionavam a arte de construir com o estudo de mistérios.


Estas fraternidades estudavam não apenas técnicas de construção, mas também matemática, astrologia, música, poesia, retórica, gramática e oratória, formando verdadeiros centros filosóficos de saber e conhecimento.


Da Grécia, inúmeros membros da Ordem Pitagórica estiveram em contato com estas fraternidades; entre eles, Fídias (do Colégio de Argos, responsável pela reconstrução de Atenas), Platão, Aristóteles e Alexandre Magno (conhecido como “Alexandre, o Grande”, filho de uma sacerdotisa Dionísica, que levou os engenheiros e arquitetos gregos junto com suas tropas para adquirir conhecimentos em praticamente todos os territórios conquistados, trazendo para dentro da ordem um conhecimento vastíssimo).

Destas confrarias surgiram os Collegia Fabrorum romanos. Grupos que ainda não podiam ser chamados de “Guildas” mas que já traziam dentro de si o embrião do que mais tarde seria conhecido como “Maçonaria Operativa”. Seus membros eram escolhidos entre os melhores artesãos, pedreiros e escultores, permaneciam por 5 a 7 anos como aprendizes antes de passarem ao grau de Mestres, tinham leis e códigos de conduta específicos e juramento de silêncio a respeito das técnicas e métodos desenvolvidos.

Os membros do Collegia Fabrorum acompanhavam as legiões romanas e se tornavam responsáveis por construir as fortificações. Mais tarde, seriam designados também pelos Imperadores romanos como responsáveis pelas construções das catedrais sobre os templos sagrados dos povos dominados e a transformação dos templos pagãos em Igrejas Católicas sem perder o paganismo.

É importante guardar que os cultos de Orfismo (de Orfeus), Dionísicos, Bacantes e, posteriormente, os Collegia Fabrorum, sempre estiveram ligados aos deuses pagãos e aos rituais iniciáticos relacionados com a alta magia, em especial Mithra, o Sol Invicto, patrono das legiões romanas até Constantino, o marketeiro.

Claro que haviam círculos secretos dentro destas ordens, ramificações e especializações. O conhecimento se tornava cada vez mais especializado e disperso.

Por exemplo: a partir do século II ou III, já não havia mais qualquer resquício de rituais sexuais dentro dos Collegia Fabrorum, que se especializou na arte de construção. Por outro lado, existiam ritos orgiásticos como a Saturnália e os cultos às Bacantes, sendo que muitos destes costumes já haviam sido profanados e perdido seu significado original.

Claro… quando eu falo em “ordens iniciáticas”, os céticos costumam ficar confusos porque, na cabeça deles, aparece a imagem infantilóide de que ordens secretas são compostas de pessoas encapuzadas, sinistras, portando diversos símbolos “supersticiosos”, andando em círculos e carregando velas ao mesmo tempo em que constróem aquedutos. Mas a verdade é que, assim como nos dias de hoje, a população da época não tinha a menor idéia de quem somos e o que fazemos. E sim, os engenheiros romanos passavam pelas iniciações, com direito até mesmo a ser banhado em sangue de touro.

Alguém pode pensar “Ah, mas hoje em dia qualquer um pode ter acesso a este tipo de conhecimento, basta fazer uma faculdade de engenharia”. Mas não rasparam sua cabeça quando você entrou? não fizeram trote contigo? São os resquícios das iniciações nas fraternidades de conhecimento, já que foram estas Ordens Secretas que deram origem às Universidades, como veremos mais adiante nesta série.

Se você é engenheiro, advogado, médico, programador, psicólogo, veterinário ou outro profissional formado, você sabe muito bem a diferença entre um iniciado e um leigo. Um leigo (um peão de obras, por exemplo) pode até ter muita experiência e acompanhar muitas obras, mas nunca será capaz de projetar uma ponte. Um leigo pode trabalhar como enfermeiro por anos, mas nunca será capaz de fazer uma cirurgia complexa. Para estas coisas, exige-se o conhecimento que é passado de boca-a-ouvido e que não está em nenhum livro.

E o mesmo acontece com a magia. Muita gente acha que lendo livros e pesquisando vai aprender alguma coisa, mas magia é como natação. Você pode ler todos os livros que quiser, mas só vai aprender de verdade quando entrar em uma piscina e, para isso, você pode ter um professor para te explicar os passos ou mergulhar e ver o que acontece com o conhecimento que você obteve em livros…


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Djoser, o Magnífico


Quando o faraó Djoser sobe ao trono, tem início o Antigo Império egípcio, século XXVII, 3ª dinastia. Reina de 2640 a 2575 a.C (ou 2625-2605 a.C).

O Egito Antigo conhece um dos mais brilhantes períodos da sua história e há motivos para se falar de um "século de Djoser".

Pode ser considerado o verdadeiro fundador da 3ª dinastia, que marca uma virada decisiva na evolução religiosa, artística e provavelmente social do Egito Antigo.


Djoser reina sobre um Egito unido.

O Alto e o Baixo Egito conservam a sua originalidade e as suas instituições particulares. As lutas tribais e partidárias terminaram. Todo Egito se reconhece na pessoa de seu chefe, e a paz interior tornou-se uma realidade profundamente enraizada.

Numa estátua em Saqqara vemos o rosto de Djoser e nela compreendemos:
uma força de caráter,
vontade feroz e
autoridade natural


Este rei autoritário, foi também justo e sua memória honrada ao longo de toda a história do Egito. Teria escrito livros de ensinamentos, para uso dos futuros faraós, a fim de ensinar as regras de rei e ensiná-los a adotarem uma atitude certa perante os deuses e os homens.

Djoser simboliza o equilíbrio sereno de uma civilização em plena posse dos seus meios de criação, inteiramente preocupada com concretização artística do seu ideal. O século de Djoser é o de uma autêntica sabedoria. O seu próprio nome é significativo:


– a palavra djoser significa em egípcio "prestígio, admirável, sagrado"




Reinado
O reinado de Djoser será consagrado à edificação do seu gigantesco complexo funerário em Saqqara. O ponto chave do reino – construir uma morada eterna para abrigar um corpo divino.

Graças a uma inscrição encontrada em Uadi Hammamat, sabemos que o faraó enviou expedições ao Sinai, e mandava explorar lá, minas de cobre.

No sei reinado teria havido uma 'grande fome', aparece inscrito em uma estela da época ptolomaica gravada num rochedo descoberto ao sul da ilha de Sehel, na região de Elefantina, na extremidade meridional do Egito.



Sua obra
Djoser e Saqqara, o rei e sua obra. Onde foi enterrado, confunde-se a vida e a morte de maneira inextricável no "castelo encantado" de Saqqara.

Pensou durante algum tempo que Djoser era originário do Médio Egito, por causa da descoberta, na região de Abidos, uma sepultura com o seu nome gravado, mas a carreira de Djoser está ligada ao desenvolvimento de Mênfis.

Djoser mandou construir em Heliópolis, muito perto de Mênfis, um pequeno santuário de que restam poucos elementos, um deles porém preserva um título, onde Djoser é qualificado como:
"Sol de ouro"


Outro dos fragmentos mostra:
o rei sentado, envolto no grande manto ritual; a sua estátua é elevadíssima, comparada com a da sua esposa e das suas filhas

A 3ª dinastia nos faz conhecer, além de Imhotep – o grande construtor; outros grandes personagens:
Hesyrê – cujo túmulo abriga admiráveis relevos
Bedjmes – o construtor de barcos, cuja estátua conservada no Museu Britânico, nos revela um homem severo e competente com uma enxó nas mãos

Sepa e sua mulher Neset – formando um casal muito digno


Djoser constrói seu túmulo em Saqqara, mas também reproduz o seu palácio régio, o lugar da sua existência terrestre. Utiliza a pedra, material aparentemente opaco, mas o torna transparente para a circulação milagrosa da alma.

Djoser não partiu morto. Transmitiu a vida através da pedra. Por trás das fachadas do seu palácio do Além, cuidadosamente aparelhadas, não há entulho. Quando transpomos as muralhas, passamos para o outro lado do espelho, entramos na paisagem da alma, na realidade de uma festa eterna.


Origem: 'O Egito dos Grandes Faraós' de Christian Jacq e


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OS TEMPLÁRIOS

Após as primeiras cruzadas organizadas pela Igreja Católica para defender os lugares sagrados da Palestina, santificada pela vida e paixão de Jesus Cristo, em 1128 foi instituída a Ordem dos Templários, um exército cristão permanente.

A atividade bélica dos Templários lhes trazia um prestígio financeiro jamais alcançado por qualquer outra instituição religiosa. Tais eram as vitórias dos Templários e o poderio de suas fortalezas, que os príncipes, reis e particulares - em sinal de agradecimento pela proteção que deles recebiam - cumulavam-nos de dádivas e oferendas valiosas e confiavam-lhes suas fortunas. Com o tempo, os Templários esqueceram os objetivos de sua instituição, para preocuparem-se com empréstimos feitos aos reis e países, com taxas de juros, descontos e execuções de dívidas.

Em 1291, quando os mulçumanos conquistaram São João d'Acre, última cidade cristã da Terra Santa, após a queda de Jerusalém, os Templários perderam prestígio. Se sua função primordial consistia em proteger os peregrinos na Terra Santa, que necessidade havia de manter aquela poderosa e rica organização?

A situação dos templários era muito delicada. O Grão-Mestre da Ordem Templária, Jacques de Molay, residia no Chipre (sua base mais avançada) esperando a ocasião para reconquistar a Terra Santa.

Reinava na França, Felipe IV, "O Belo", o qual era inteligente e astuto, ambicioso e maquiavélico, mas estava completamente arruinado. Tudo tentou para melhorar sua situação econômica: alterar a moeda, limitar os benefícios da Igreja, explorar o judeus, desvalorizar a moeda ... Por fim, o rei tentou controlar os bens da Ordem Templária: tentou introduzir um de seus filhos na Ordem, para que chegasse a Grão-Mestre, mas Jacques Molay se opôs e, desde então, o rei passou a perseguir os templários.

O plano do rei era extinguir a Ordem fazendo com que suas riquezas passassem para o Estado combalido. Com a morte do Papa Bonifácio VIII, o qual protegia os templários, assim como com a morte de Bento XI, o qual ocupou por pouco tempo o papado, assumiu um Papa francês: Clemente V, submisso às ordens reais mudou a sede do papado para Avinhão.

Clemente V mandou Jaques de Molay vir do Chipre em 1306, e este, sem perceber a situação, se apresenta em Paris acompanhado de alguns grandes oficiais da Ordem, trazendo uma grande remessa de ouro e prata, boa parte do tesouro da Ordem. O rei pede mais um emprétimo e lhe é concedido imediatamente.




Um antigo templário, Esquin de Floyrac, condenado, ressentido pois havia sido expulso da Ordem, apresentou-se ao Rei da França, contando ter ouvido, na prisão, as confissões de um Templário apóstata sobre a vida dissoluta dos mombros da Ordem do Templo. Não foi difícil para o rei encontrar outros antigos templários expulsos da Ordem e dispostos igualmente a dimamá-la: assim foram dados os primeiros passos para o pedido de instauração de um processo contra os Templários, acusados de intemperança, de deboche, de luxúria, de avidez e de homossexualismo (o próprio selo da Ordem, em que se viam um peregrino e um templário montados num mesmo cavalo, foi apontado como prova de sodomia), da adoração de um deus barbudo - Bofomet - perante o qual diziam missa, sendo que uma das provas pelas quais passavam os candidatos a ingresso na Ordem, consistia em renegar três vezes o Cristo e cuspir três vezes sobre o Cruxifixo.

No dia 13 de outubro de 1307, Felipe, "o Belo", ordenou a detenção de todos os Templários franceses com apoio de Guilherme de Paris, confessor do rei e Inquisidor Principal da França. Em nome da Inquisição os Templários foram torturados até a completa confissão, inclusive Jaques de Molay.

Ponsard de Gizy, um dos Templários, narrou que antes de ser interrogado permaneceu três meses dentro de um fosso, com as mãos amarradas às costas, sem possibilidade de qualquer movimento. Outro torturado disse que ao ver cinquenta membros da Ordem serem queimados vivos, confessou tudo quanto lhe exigiam. "Se me acusassem de ter sido o assassino de Cristo, eu confessaria esse crime!".

Após a intervenção do Papa, os tribunais eclesiasticos foram mais brandos com os Templários que ainda continuavam presos. Restava o julgamento dos dignatários da Ordem, que deveria ser procedido por um tribunal sob a dependência direta do Papa. Realizou-se o julgamento do Grão-Mestre Jacques de Molay e de outros três dignatários em 18 de março de 1314.

Dos quatro, apenas Jacques e Godofredo de Charnay ainda estavam lúcidos, após as sequências de torturas.

O Cardeal Arcebispo de Albano leu a SENTENÇA: "Ouvidos os Irmãos Geraldo du Passage e João de Cugny que afirmam terem sido forçados, quando da sua recepção na Ordem, além de muitas outras coisas, a escarrar sobre a Cruz porque, segundo lhes foi dito, aquilo não passava de um pedaço de madeira, estando no céu o verdadeiro Deus... Ouvido o Irmão Guido Dauphin, ao qual foi ordenado, se um dos irmãos superiores se sentisse atormentado pela carne e quisesse satisfazer-se nele, a consentir em tudo quanto lhe fosse solicitado... Ouvido o Grão-Mestre Jacques de Molay que reconheceu e confessou... Ouvido o Irmão Hugo de Payraud que exigiu dos noviços, como obrigação, renegassem Cristo três vezes... Considerando que os acusados confessaram e reconheceram seus crimes, condenamo-los ao muro e ao silêncio pelo resto de seus dias, a fim de que obtenham remissão de suas faltas pelas lágrimas do arrependimento. In nomine Patris..."



Após a leitura da sentença, Jaques de Molay protestou: "Protesto! Protesto contra essa setença iníqua e afirmo que os crimes de que me acusam foram inventados!"

Godofredo de Charnay também ergueu a voz: "Fomos vítimas de vossos planos e de vossas falsas promessas! É o ódio, a vossa vingança que nos pedem! Mas afirmo diante de Deus que somos inocentes e os que dizem o contrario mentem miseravelmente!"

Formou-se um tumulto e no meio do barulho o Arcebispo de Marigny - erguendo ao alto sua cruz peitoral - gritava: "Dois dos condenados são declarados relapsos, pois reincidiram em suas heresias e rejeitaram a justiça da Igreja! A Igreja os entrega à justiça do rei!". A entrega dos réus pela Inquisição, ao braço secular, siguinificava a condenação à morte.

Naquela mesma tarde Jacques de Molay e outros trinta e seis templários foram queimados em uma fogueira, em uma ilha do Sena.

EXECUÇÃO: O Grão-Mestre foi levado à fogueira, onde amarraram suas mãos a um poste, então ele disse aos carrascos: "Ao menos deixem-me que junte um pouco as mãos para poder orar a Deus, já que vou morrer. Deus sabe que morro injustamente. Estou convencido de que ele vingará nossa morte. A vós, Senhor, rogo que voltes para minha direção o rosto da Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo". Foi-lhe concedido o último pedido



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13 de Outubro: Templários


Jacques DeMolay nasceu na cidade de Vitrey, na França, no ano de 1244, e já aos 21 anos, DeMolay se juntou a Ordem dos Cavaleiros Templários.

Também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão , esta ordem foi fundada em 12 de junho de 1118 em Jerusalém pôr Hugo de Payens, Cavaleiro de Burgúndia e Godofredo de Sain t’ Omer.

A Ordem dos Templários participou das cruzadas e ganhou reconhecimento pelo seu valor e heroísmo, e a mercê dos bens tomados dos seus inimigos vencidos, ou doados à ordem, chegaram a ser grandes financeiros e banqueiros internacionais, os soberanos da Europa necessitados de dinheiro passaram a invejar sua riqueza. A Ordem foi um dos repositórios de sabedoria oculta na Europa durante os séculos XII e XIII, porém seus segredos só eram transmitidos a alguns membros em seção religiosa sob estrito sigilo. Daí, naturalmente, a razão de lhe haverem os leigos atribuídos as mais horríveis práticas e histórias infamadas.

Em 1298, Jacques DeMolay foi nomeado grão-mestre, uma posição de grande prestigio. Como grão-mestre Jacques DeMolay, entretanto, estava numa posição difícil. As Cruzadas não estava m atingindo seu objetivo. Os sarracenos derrotaram os cruzados em batalhas e capturaram muitas cidades. Em vez de apoio público, os Templários atraíram atenção dos lados poderosos, que estariam interessados em obter poder e riqueza, mas ninguém poderia prever o seu fim brusco e trágico. Conservando-se ainda poderosamente rica, credora do Papa e da corte da França, suas posses passaram a ser avidamente cobiçadas. Em 1305, Felipe o Belo, rei da França tentou obter controle dos Templários, mas não obteve sucesso.

O ano de 1307 foi o começo das perseguições aos Cavaleiros Templários. A Europa já contava com cerca de 704 Conventos e Comendadorias. No dia 12 de outubro de 1307, quinta feira, o 22° Grão Mestre dos Templários, Jacques DeMolay, estava assistindo aos funerais de uma princesa da casa real da França. Estava ele um pouco nervoso, pois corriam boatos sobre os desígnios do rei da França, Felipe o Belo. No ano precedente, o rei Felipe IV da França, tinha solenemente recebido os esquadrões da Ordem que o visitaram na França, onde no centro de Paris, possuíam o famo so castelo do templo, sede geral da Ordem.

Porém, o Grão-Mestre nesta viagem tinha cometido o erro de comparecer perante o rei com uma escolta de sessenta Templários, pertencente à alta nobreza, ostentando o enorme tesouro que tinha trazido da Palestina para ser guardado pelo Templo. Filipe verificara que os TEMPLÁRIOS, representavam uma força verdadeira. Um estado poderoso dentro da França. Jacques DeMolay recusava-se a acreditar que o rei fosse seu inimigo e ainda o defendeu perante todos os Templários desconfiados, declarando que ” tinha certeza da lisura do rei” . Assim, após o funeral, o Grão-Mestre tinha se retirado na Ville Neuve du Temple, que era a sede européia da Ordem, respirando um pouco mais aliviado na sua fortaleza. No fim da tarde , todos os oficiais espalhados pelo reino, e que representavam o poder do rei da França, estavam abrindo uma carta levando o selo real e contendo instruções secretas e trágicas.

Estas cartas estavam sendo lidas no mesmo instante em todos os municípios e cidades da França, nesta noite terrível de 12 para 13 de outubro de 1307. Ao ler o conteúdo da mensagem, os oficiais reais ficaram cheios de medo, pois tratava-se de prender o Grão-Mestre e seus Templários, que eram hóspedes de honra do rei da França; e isto com a autorização do Papa. Como o Papa Clemente V devia sua posição em Avignon às intrigas do rei, foi fácil a sua aquiescência. Essa macabra tarefa foi muito ajudada pelo ex-cavaleiro Esquieu de Floyran, o qual, pessoalmente interessado na desmoralização da Ordem, contra ela levantou as mais duvidosas acusações. Essas acusações foram sofregamente aceitas pôr Felipe IV, que numa sexta-feira, 13 de outubro de 1307, mandou prender todos os Templários da França e o seu Grão Mestre, Jacques DeMolay, os quais submetidos à inquisição, foram, por esta, acusados de hereges. Os sinos da igreja batiam às três horas da manhã, quando, em todo o território francês, as casas do Templo estavam a ponto de serem invadidas soez e covardemente.

Em Paris, foi pessoalmente o Guardião do Selo do rei, Guilherme de Nogaret, que quis liderar a infame expedição contra o próprio Grão-Mestre. Todos os Templários que acompanhavam o Grão-Mestre, bem assim, como os outros espalhados nos Conventos e Comendadorias, cerca de 138, foram postos nas prisões do estado, onde executando-se ordens pessoais do rei, deviam imediatamente, ser interrogados pelos comissários da Inquisição para confessarem “suas culpas” devendo ser empregada a tortura. Entre as acusações mais sérias que instruíram o processo contra os Cavaleiros Templários, figuravam as de apostasia da fé, idolatria e heresia, além dos pecados contra a natureza. Depois de torturas, confissões e execuções, Clemente V oficialmente aboliu a Ordem dos Cavaleiros Templários, no dia 22 de março de 1312. Assim, debaixo da tortura, todos os acusados confessaram aqueles procedimentos. Mas vimos depois que o Grão-Mestre, quando aos 14 de março de 1314 solicitou ser ouvido outra vez , e quando os inquisidores pensavam que o outrora altivo Grão-Mestre, iria implorar perdão ao rei e misericórdia ao Papa, Jacques DeMolay disse:

” Eu penso que isto é certo. Que ao menos num só momento eu devo
falar a verdade. Ante o céu e a terra, e com todos vocês como minhas
testemunhas, eu admito que a ordem é culpad a de grossa iniquidade. Mas a
iniquidade é que eu tenho mentido em admitir as acusações contra a ordem. Eu
declaro que a ordem é pura e santa e está além da questão. Eu tenho realmente
confessado que a orde m é culpada, mas tenho feito isto para somente me salvar
de terríveis torturas.Vida é oferecida para mim, mas ao preço de infanidade.
Neste preço, vida não vale a pena.”

Felipe se sentiu atingido nos seus brios de monarca absoluto que, dois dias depois, pronunciara ele próprio a sentença de condenação de Jacques DeMolay, que devia morrer na fogueira como réu de crimes infames, heresia, sodomia, mas na verdade pelo delito de…. Lesa Majestade! Sobre o rio Sena, em Paris, na ilha hoje denominada de Vert Galant, anteriormente ilha dos judeus ocorreu o holocausto de Jacques DeMolay e dos Cavaleiros Templários. A armação da fogueira requeria muita habilidade; homens encapuzados e fortes dispunham as achas de lenha grossa de forma adequada, mais alta que a estatura do homem, o fogo não poderia ser apagado até que o corpo ficasse completamente destruído.





No alto da fogueira, o Grão-Mestre dos Templários, Guy D’Auvergnie e o preceptor da Normandia, Godofredo de Charnay estavam amarrados a estacas, lado a lado, e voltados para a sacada real. Haviam colocados na cabeça de todos a infamante mitra de papel dos Hereges. Jacques DeMolay assiste impassível e como indiferente aos preparativos de seu trágico suplício sem um queixume, sem um gesto de desespero que significasse covardia perante a morte. E quando o frade encarregado dos responsos avançava de crucifixo na mão e o conclama a arrepender-se dos crimes contra a religião, o Grão-Mestre responde com a serenidade dos justos:

“Guardai, ó frade vossas orações para o Papa que esse s im vai precisar delas!”.

O olhar do rei e do Grão-Mestre se cruzaram, mediram-se, prenderam-se um ao outro, retiveram-se mutuamente. O rei fez um gesto com a mão e carrasco meteu a estopa acesa entre os feixes da lenha e de cavacos da fogueira .

O vento mudou e a fumaça, de segundo em segundo mais espessa e mais alta, envolveu os condenados, cerca de 54, escondendo-os quase da multidão. O preceptor da Normandia foi o primeiro atingido. Teve um leve movimento de recuo quando as línguas de fogo começaram a lambê-lo, e seus lábios se abriram muito, como procura-se inutilmente respirar um ar que lhe fugia. Seu corpo, apesar da corda, dobrou-se em dois. O fogo dançava em torno dele. Depois um torrente acinzentada de fumaça engoliu-o, quando se dissipou Godofredo de Charnay estava em chamas bramindo e arquejando, tentando-se libertar da estaca fatal que tremia sua base. Via-se que o Grão-Mestre lhe gritara algo, mas a multidão produzia um rumor tão forte no momento que, para conter seu horror, só se pode ouvir a palavra Irmão, duas vezes lançada. O Grão-Mestre ainda não havia sido tocado. Os carrascos atiçavam o fogo com grandes ganchos de ferro. Depois, subitamente, houve um desmoronamento do braseiro e, reavivadas, as chamas atiraram-se contra ele.

De repente a palavra do Grão-Mestre surgiu da cortina de fogo, e com uma força irresistível, com voz que já era quase do além, Jacques DeMolay disse:

“Vergonha! Vergonha! Vós estais vendo morrer inocentes. Vergonha sobre vós todos. Deus julgará”.

A chama flagelou-o, queimou-lhe a barba, calcinou em um segundo sua mitra de papel e acendeu seus cabelos brancos. O rosto em fogo do Grão Mestre estava voltado para a sacada real e com voz terrível, gritou:

“Nekan, Adonai!! Khol-BeGoal!! Papa Clemente, Cavaleiro Guilherme de
Nogaret e Rei Filipe: Intimo-os a comparecer perante o Tribunal de
Deus, dentro de um ano
para rceberem o justo castigo. Malditos!! Malditos!!
Todos malditos até a
13ª geraçãode vossas raças”.


Os gases letais interromperam o anátema e DeMolay dobrou-se e perdeu os sentidos. O impacto inesperado deixou a multidão estupefata. Não esperavam essa reação dele, mas cada um sentiu em si o peso da injustiça e a certeza que a maldição se cumpriria. Quarenta dias depois Felipe e Nogaret receberam uma mensagem: “o Papa Clemente morrera”. Felipe e Nogaret olharam-se e empalideceram, no pergaminho dizia qu e a morte ocorrera entre o dia 19 e 20 de abril.

O Papa Clemente morreu pôr ingerir esmeraldas reduzidas a pó (para curar sua febre e um ataque de angústia e sofrimento), que provavelmente cortaram seus intestinos. O remédio foi receitado por médicos desconhecidos, quando retornava á sua cidade natal.




Guilherme de Nogaret veio a falecer numa manhã da terceira semana de Maio, envenenado por uma vela feita por Evrard, antigo Templário, com a ajuda de Beatriz d’Hirson. O veneno contido na vela era composto de dois pós de cores diferentes:

- Cinza: Cinzas da língua de um dos irmãos de d’Aunay , elas tinham um poder sobrenatural para atrair o demônio.

- Cristal Esbranquiçado: “Serpente de faraó”. Provavelmente sulfocianeto de mercúrio. Gera por combustão: Ácido Súlfurico, vapores de mercúrio e compostos anídricos, podendo assim provocar intoxicações. Morreu vomitando sangue, com cãimbras, gritando o nome daqueles que morreram por suas mãos.

Felipe o Belo veio a morrer em 27 de Novembro de 1314, com 46 anos de idade, em uma caçada. Saiu a caçar com seu camareiro, seu secretário particular e alguns familiares na floresta de Pont-Sainte-Maxence. Sempre acompanhado de seus cães foram em busca de um raro cervo de 12 galhos nas vizinhanças do local. O rei acabou perdendo-se do grupo e encontrou um camponês que o ajudou a localizar o cervo. Achando-o e estando pronto a atacar-lhe percebeu uma cruz que brilhava, começou a passar mal e caiu do cavalo. Foi achado por seus companheiros e levado de volta ao palácio repetindo sempre ” A cruz, a cruz…”. Pediu, como o Papa Clemente, em seu leito de morte, que fosse levado à sua cidade natal, Fontainebleau.

” A mão de Deus fere depressa, sobretudo quando a mão dos homens ajuda“, teria dito um dos Templários remanescentes, jurando vingança.



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Cleópatra

Cleópatra VII, rainha do Egito, foi uma das mulheres mais fascinantes de todos os tempos. Ela tinha grande inteligência e beleza, usando-as politicamente em favor do Egito. Cleópatra assumiu o trono em 51 a.C.

Em 48 a.C César desembarcou no Egito em perseguição ao seu rival, Pompeu. Quando Cleópatra soube que César estava em seu palácio em Alexandria, ofereceu um tapete como um presente.



Cleópatra teve com César um filho chamado Cesário, que significa “pequeno César”. Quando César voltou a Roma, ela o seguiu com o bebê e morou na vila de César fora de Roma onde ele constantemente a visitava.

Cleópatra voltou ao Egito, em 44 a.C., após o assassinato de César. Cleópatra nomeia seu filho Cesário como novo faraó após a morte do regente egípcio, provavelmente envenenado por ela.

O Império Romano foi tomado pela guerra civil que se seguiu após a morte de César. Marco Antônio, sucessor no trono romano, chamou Cleópatra para responder sobre um suposto auxílio que ela estava dando aos seus inimigos. A rainha chegou, vestida como Ísis, numa barcaça magnífica; ela deu boas-vindas a Marco Antônio com festas e entretenimentos. Fascinado por ela, ele a seguiu até Alexandria.

Depois de um inverno festivo com Cleópatra, Marco Antônio voltou a Roma. Ele se casou com Octávia, irmã de Otaviano (depois chamado de Augustus), contudo, ele ainda amava Cleópatra.

Otaviano descobriu a relação entre Marco Antônio e Cleópatra e declarou guerra aos dois. Marco Antônio e Cleópatra juntaram 500 navios, que ficaram bloqueados por Otaviano ao largo da costa oeste da Grécia, em 31 a.C., fato este, conhecido como Batalha de Actium.

Cleópatra escapou do bloqueio e Marco Antônio a seguiu, mas a frota deles se rendeu. No ano seguinte, Otaviano atacou Alexandria e novamente derrotou os dois.

Marco Antônio morreu nos braços de Cleópatra e ela, após, cometeu suicídio através da picada de uma serpente venenosa.


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Djoser

Era o segundo rei da 3a Dinastia, filho de Khasekhem (Khasekhemwy). Também conhecido como Netjerykhet, ele regeu durante quase duas décadas e construiu a pirâmide de Saqqara, projetada pelo seu vizir Imhotep.

Durante o seu reinado, o Egito enfrentou sete anos de escassez de água e Djoser pediu ajuda a Imhotep para solucionar o problema; seu Sumo-Sacerdote sugeriu que ele erguesse um templo ao deus Khnum em Elefantino.


Assim que o templo ficou pronto, milagrosamente, a escassez de água terminou, e Djoser e Imhotep foram imortalizados por esse ato de fé.



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Templos na Grécia


A estrutura do Templo de Salomão também foi desenvolvida na Grécia, mas moldada para receber as tradições culturais e iniciáticas daquela região. Ao invés do Deus Judeu, os templos estavam preparados para representar os aspectos das divindades gregas. Cada Templo era dedicado a um ou mais deuses, em especial Zeus, Atenas, Poseidon, Apolo, hermes e Hera.














A estrutura permanecia basicamente a mesma. Ao invés do Sanctum, existiam os Pronaos, que eram as antecâmaras que davam entrada para o templo.


O Pronaos - Na sua utilização inicial, na Grécia Antiga, esta área situa-se frente ao mausoléu e, estando separada do edifício através de cercas, está intimamente relacionada com o culto dos mortos.

Mais tarde, nas igrejas e basílicas do começo do Cristianismo, é a área de entrada a ocidente onde os penitentes, pecadores, loucos e mulheres permaneciam por ainda não serem admitidos dentro do templo. O Pronaos também é chamado “sala dos passos perdidos”.

Esta estrutura, de estreita ligação ao conceito de cemitério, é separada da nave através de uma parede baixa, um painel ou colunas.

Na época bizantina clássica, esta estrutura evolui para uma área retangular estreita (mas nesse caso chamada de “Litai”) da mesma largura que a nave principal do templo, ligada a esta por arcos ou portas onde se podiam também benzer os corpos antes de estes serem transportados para o interior da igreja.

O Naos - neste espaço, delimitado por 4 paredes sem janelas, é colocada a estátua da divindade. Em templos de grandes dimensões o Naos pode funcionar como um pátio interior, sem cobertura (notar as semelhanças com os templos maçônicos e rosacruzes). A estrutura do Naos mantinha a mesma proporção da Câmara dos Reis, dividido em 3 áreas onde os iniciados ficavam em 2/3 e a estátua (ou representação do aspecto Divino) ficava no 1/3 restante, junto apenas com os sacerdotes principais. Este espaço era chamado de Aditon e equivalerá posteriormente ao “oriente” no templarismo/maçonaria.




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O que é numerologia?


O que é numerologia?

Como profissional, constantemente sou abordada para responder as dúvidas mais diversas sobre Numerologia e a mais comum entre todas é justamente sobre a eficácia deste estudo. Como, onde e quando aplicar numerologia conseguindo resultados práticos para o dia a dia. Afinal, o que é Numerologia?

Quem, hoje em dia, já não ouviu falar ou leu algo à respeito?

Muitos são os conceitos atrelados a este estudo.

Movidas pela curiosidade ou por forte interesse, as pessoas que tiveram algum contato com os princípios básicos de numerologia, sentem-se atraídas por ela. Algumas encontram informações curiosas sobre si mesmas, outras procuram as chamadas previsões nos números, como costumam fazer com a astrologia.



Atualmente, os meios de comunicação abrem bons espaços para os temas ditos “esotéricos”.

Revistas, jornais, sites e programas de rádio, entre outros, proporcionam aos seus leitores e ouvintes, programações atraentes nesta área. Além disso, existe o trabalho específico do “mercado esotérico” divulgando diversos produtos e serviços como Mapas e Previsões entre outros, principalmente com base nos conceitos da Numerologia e Astrologia.

Seguindo esta linha de raciocínio podemos abordar outra questão que surge mediante o volume de tantas ofertas e, talvez por isso, existam os questionamentos sobre a seriedade destes trabalhos. Por vezes, a massificação e a falta de profissionalismo que vemos ao redor destes temas, nos faz pensar se realmente existe sinceridade ou se não passam de especulação.

erta vez, uma abordagem em especial me fez refletir sobre esta questão. Uma pessoa que havia solicitado um Mapa Numerológico por correspondência e sem conhecer o profissional, demonstrava ter várias dúvidas. “Rosana, eu pedi este trabalho via internet e não entendi muita coisa” disse-me ela, “quero dizer, descreveu meus números, mas não concluiu. Bonito, mas fiquei na mesma”. Ela estava a procura de um entendimento mais profundo.

Argumentei que quando queremos contratar, adquirir um serviço ou consultar um bom profissional, de todo e qualquer campo de atuação, podemos fazê-lo por indicações de outras pessoas que obtiveram bons resultados. Quando não é possível a indicação, então partimos para pesquisa, porém, o contato pessoal ou pelo menos por telefone no primeiro momento com o profissional, sempre ajuda em nossa avaliação. Principalmente quando lidamos com algo mais íntimo e pessoal.

Um bom trabalho numerológico foge das fórmulas feitas e entra na originalidade própria de um estudo direcionado e personalizado. Devemos evitar trabalhos generalizados, sem a devida preocupação e assistência ao indivíduo.

A entrevista, explanação dos fundamentos, aplicação prática de todas aquelas informações, a interpretação de tantos números pessoais, fazem parte do trabalho do (a) numerólogo (a).

A valorização e destaque de um profissional desta área e, consequentemente, o aumento na requisição de sua consultoria, acontece quando este faz as devidas análises dentro de um estudo, dominando as interpretações de todas as vibrações numéricas em sua individualidade e, principalmente, como elas se relacionam entre si.

Por fim, ela concluiu que pagara por um trabalho que não a satisfez, porém, servira como experiência.
Como ela, muitos são atraídos apenas pela curiosidade.

Boa parcela da população desconhece as origens e raízes dos estudos dos Astros e dos Números.
A numerologia e astrologia eram práticas dos antigos povos. Personalidades influentes consultavam os astros e signos ( símbolos letras e números ) para terem sucesso em seus empreendimentos. Estes fatos vêm carregados de lendas, de força e riqueza envolvendo estas práticas numa aura de mistérios e encantos.
Bem, deixando detalhes da história antiga para outra oportunidade, tentarei passar, com base em experiência própria, algumas informações sobre o tema Numerologia.

Pesquisando, constatei que o conhecimento dos astros e dos números andava de mãos dadas em outros tempos. Atualmente tornaram-se estudos distintos e realmente complexos.

Quem abre o jornal ou revista à procura das previsões de seu signo, não imagina que esta é apenas a ponta do iceberg de um conhecimento muito antigo, apenas a sombra da representação de uma sabedoria que exige empenho em sua análise. Admito, com certa tristeza, que estes conceitos e práticas milenares não são considerados atualmente como algo valoroso.

Sua aplicação é mínima na cultura moderna ocidental, passando por oráculos curiosos, fantasiosos, supersticiosos. Penso que o ser humano, com o passar dos tempos, artificializou-se de tal forma que afastou-se dos ensinamentos espirituais e, com isso, enfraqueceu seus instintos naturais.

Eu mesma não compreendia o significado desta palavra “espiritual”. Pensava que a essência do espírito estava ligada incondicionalmente aos ritos e religiões. Acreditava e acredito que para muitos, as religiões representam o caminho para alcançar este fim, porém com o tempo veio o amadurecimento e esta “condição” deixou de ser primordial em minha vida.

A meu ver, “Espiritualizar-se” é o ato que proporciona agregarmos valores de vida ao nosso EU, e ao mesmo tempo descobrir outros tantos valores já existentes em nosso íntimo mais profundo. Pode representar conceitos diversos, conforme o entendimento de cada ser. Para mim é simplesmente fazermos contato com nosso âmago, nosso EU, seja lá o nome que queiramos dar: alma, espírito, essência ou self, o importante sempre foi e continuará sendo poder ouvir-se.

Um dia uma amiga me ofereceu um Mapa numerológico e desde então, me apaixonei pelo tema. Na época, não tinha nem idéia da amplitude deste mundo. Depois deste primeiro contato, comecei a comprar muitos livros e me tornei autodidata. Na verdade, aprendiz de feiticeiro que saía fazendo cálculos com os nomes de todos os amigos. Era divertido. Conforme a curiosidade crescia, as constatações alimentavam minha satisfação pessoal. Procurei especialização.

Quando iniciei meu trabalho, a primeira coisa que percebi era que as pessoas desenvolviam forte atração pela possibilidade, por pequena que fosse, de saber seu destino; saber sobre passado, presente e futuro. As chamadas “previsões”.

A palavra “previsão” não faz parte de meu vocabulário, pois acredito que a numerologia pode nos dar tendências de fases que podemos vivenciar, mas de maneira nenhuma tem a pretensão de descrever fatos, situações ou acontecimentos na vida de qualquer um. Se algum profissional sério da área o faz, é por que pode contar com um dom a mais, especial e pessoal em seu trabalho.

As “tendências” representam vibrações que chegam e vão embora, conforme o passar do tempo. São conhecidos como números temporários ou influências temporárias. Alguns exemplos: Ano Pessoal, dia Pessoal, um período mais longo conhecido como Realizações ou Pináculos, entre outros.

O conhecimento deste aspecto vibracional pode realmente fornecer orientações em diversos assuntos que envolvem nosso dia a dia. As tendências de mudanças, por exemplo, ficam claras quando, em determinada fase de nossas vidas, experimentamos a vontade de mudar ou sofremos influências de situações que nos levam a mudar. Possivelmente tudo pode ser modificado a nossa volta, independente de nossas vontades. As transformações a que estamos sujeitos alcançam todos os pontos importantes de nossas vidas, do físico ao psicológico.

Em certos momentos queremos mudar de casa, de marido, de trabalho ou até de conceitos, a maneira de pensar. Em outras épocas, os assuntos familiares são o mais importante, bem como tudo que represente estrutura, conforto, bem estar; como adquirir uma residência. Os períodos de reflexão, introspecção são conhecidos como fases espirituais onde o conselho é mergulhar nos estudos e nas descobertas íntimas. Procurar especialização, não sendo favorável a assuntos expansivos ou afetivos. Em contra partida, os momentos de início favorecem as atitudes pioneiras, aos impulsos desbravadores, a coragem e determinação de começar algo novo ou até inédito. Não importa o tamanho de seu projeto ou de seus passos, o importante é começar. O simples ou o complexo.

Começar num emprego novo, colocar em prática seus projetos que estavam apenas no papel, voltar a estudar causando espanto aos que pensavam que você já tinha pendurado a chuteira... ou dar início a convivência interior, finalmente desenvolvendo a auto-valorização.

Como existe ciclicidade nesta organização temporária, você sempre terá influências numéricas de início, meio e fim. Pelos conceitos da numerologia nós passamos por todos os momentos importantes de nossas vidas representados pelas influências básicas dos números que vão do Um ao Nove e, ocasionalmente, dos números Mestres e kármicos.

Mestres e Kármicos exigem uma atenção maior na explicação de seus conceitos. Por isso mesmo, é melhor deixarmos para uma próxima oportunidade, onde farei uma merecida explanação.

O bom de se ter este tipo de informação, vibrações temporárias, é que estaremos, dentro do possível, preparados para eventuais fases delicadas, exigentes ou promissoras. Respirar aliviado quando estamos chegando ao final de uma fase difícil. De qualquer forma a compreensão das vibrações numéricas, que comandam um determinado período, e a devida atitude positiva com relação a elas, pode elevar ou minimizar os seus efeitos.

Então, os números têm as mesmas influências e efeitos em todas as pessoas? Continuando com o exemplo da vibração que representa “mudanças”, posso dizer que mudança é mudança para todos, porém temos que juntar à esta informação os números pessoais de cada individuo para sabermos o que representa a tendência de mudança para uns e para outros. Quero dizer que para alguns, as modificações são bem vindas, oferecem desafios, sensação de aventura que as tiram do marasmo que julgam viver. Este tipo de postura, diante das maiores instabilidades, atrai oportunidades benéficas. Para outros, conforme seus números pessoais, representará uma fase de extrema insegurança, um inconformismo diante da possibilidade de deixar os seus apegos, mesmo que estes apegos representem algum sofrimento em suas vidas. Acham melhor deixar tudo como está.

Voltando ao tema: Para que Serve a Numerologia...,
Para mim, o ponto alto deste estudo é fazer conhecer a todos, as enormes possibilidades de desenvolvimento pessoal que alguém pode alcançar se descobrir suas reais qualidades e fraquezas. A conscientização é o melhor veículo de mudança e aprimoramento que existe para este tipo de trabalho.

Muitas de nossas dúvidas podem ser removidas. Teremos respostas para certas questões que parecem repetirem-se constantemente. “Por que cometo os mesmos erros? Por que não me amoldo às convenções?”
E chego à conclusão que “sou bom nisso”... “Tenho dons para aquilo”... e que normalmente, não escuto meu EU interior gritando para ser ouvido, dizendo: “ no natural e no simples está a resposta, olhe e escute a si mesmo. Observe a interação entre você e seu meio ambiente. O papel que está desempenhando é satisfatório? Tudo tem um custo e benefício. O preço que está pagando é justo pelo beneficio que recebe?”
Não quero com isso vender a imagem “resolva sua vida num passe de mágica”, já que descobertas íntimas requerem disposição, amadurecimento, amor e certo tempo.

A numerologia levada a sério, escapando das receitas comerciais que estão por aí a torto e a direita, pode ser para você como foi para mim, uma descoberta fascinante. Ainda hoje, reflito sobre as interpretações dos números e sua relação com o íntimo do ser humano.

Por vezes, estudando um Mapa posso compreender melhor as motivações que levam uma pessoa a certas atitudes. Tudo começa a ser compreensível. Isso me dá uma tremenda tranqüilidade. Aceito a realidade do meu próximo e, por causa dele, por observá-lo, consigo me enxergar melhor.

Costumo dizer que os números pessoais são comparáveis ao “dial” de um rádio. Por eles, podemos chegar à freqüência em que aquele ser humano está sintonizado desde que nasceu. Saberemos seu alcance, se existe interferências ou se a transmissão é fidedigna. O tipo de mensagem, o nível de programação que ele recebe e transmite.

unca foi tão importante o se conhecer. Estamos na fase boa para isso. A natureza do ser humano abre esta brecha.

E você? Conhece sua natureza? A freqüência que está sintonizado?

Rosana Quevedoh - Numeróloga





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Os preparativos para edificar o Templo


       Segundo os registros bíblicos do Livro de Crônicas, construir um templo ao Deus de Israel era uma idéia que já habitava a mente de Davi, pai de Salomão, mas Deus proibiu-o de executar a obra, pois Davi havia participado de inúmeras guerras e com isso derramado muito sangue. Deus prometeu a Davi que teria um filho, que se chamaria Salomão, e ele seria   quem poderia construir o templo, pois seria um homem da paz.


        Como Salomão era muito novo, Davi, antes de morrer, começou os preparativos para o templo, juntou muito ouro, prata, ferro e bronze e deixou madeira e homens experientes para trabalhar. Entregou a Salomão o desenho (planta) do templo, juntamente com os pesos e medidas de cada objeto que iria ser utilizado, também deixou especificadas instruções sobre o trabalho dos sacerdotes e dos levitas (encarregados do louvor), tudo isso foi feito seguindo a risca todas as instruções que Deus havia deixado.

 O rei Davi também deu conselhos para que Salomão fosse forte e guardasse os mandamentos de Deus. Restava agora que Salomão seguisse os planos de Davi e construísse o templo. 

O templo seria o local que guardaria a arca da aliança e os objetos sagrados. Também era importante no âmbito político, pois simbolizava a unidade nacional,  o povo hebreu precisava estar unido e a melhor forma de uni-lo era através da religião. O templo congregaria pessoas de várias partes e simbolizaria a presença do Deus de Israel no meio do seu povo. O povo de Israel ficaria ao redor do templo adorando, bendizendo, fazendo petições e holocaustos a Deus.

        A execução dos planos

        O templo seria edificado em Jerusalém no monte Moriá. A construção  foi iniciada no segundo dia do segundo mês do quarto ano do reinado de Salomão (II Crônicas 4:2), para a obra o rei fez um recenseamento dos estrangeiros e contou 153.000. Destes  designou 70.000 para levar as cargas, 80.000 para cortar pedras nas montanhas e 3.600 para dirigir os serviços.  Foram necessários também 30.000 trabalhadores (5) de Israel que se subdividiram em grupos de 10.000 homens, estas levas iam para o Líbano buscar cedros e eram dirigidas por Adonirão, ficavam um mês no Líbano e voltavam para descansar dois meses.




        Quem fez o trabalho pesado na construção do templo foram os estrangeiros, pois era proibido dar aos pagãos a liberdade de dominar e proibido fazer dos israelitas escravos (6). No conjunto foram utilizados trabalhadores de Hiram, edificadores de Salomão e estrangeiros para o serviço. Hiram, rei de Tiro, teve um papel importante na edificação, pois forneceu a Salomão  madeira de cedro do Líbano necessária para a construção . 

"Depois Salomão enviou esta mensagem a Hiram: "Age como fizeste com meu pai Davi, enviando-lhe cedro para edificar uma casa para a sua residência. Eis que resolvi edificar uma casa para o nome de Iahweh meu Deus para reconhecer sua santidade, queimar diante dele o incenso perfumado e oferecer continuamente os pães da proposição, oferecer holocaustos de manhã (...) A Casa que vou construir será grande, porque nosso Deus é maior do que todos os deuses." ( II Crônicas 2:2-4).  "Envia-me do Líbano troncos de cedro, de cipreste e de sândalo, pois sei que teus servos sabem cortar as madeiras do Líbano. Meus servos trabalharam com os seus" (II Crônicas 2: 7).     

     O cedro era cortado, embarcado em diversos portos da Fenícia e transportado por via marítima para desembarcar em Jafa, de lá a madeira era transportada até Jerusalém que ficava a 68 km da li. Salomão recebeu de Hiram toda a madeira de que precisou e em troca Hiram recebia vinte mil coros de trigo para prover sua casa e vinte mil batos (décima parte do coro) de azeite de olivas moídas por ano. Hiram auxiliou Salomão em vários de seus empreendimentos, indicou especialistas no trato do ouro, ferro, prata e bronze para a obra de entalhe.

       O rei  utilizou para a edificação do templo pedras grandes e lavradas. "Todos os edifícios eram feitos de pedras escolhidas, talhadas sob medida, serradas por dentro e por fora (...) ( I Reis 7: 9).            As medidas do templo eram: 60 côvados  de comprimento (7); 20 côvados de largura e 30 côvados de altura. O templo possuía 3 divisões principais; o pórtico (saguão de entrada), o santuário (salão principal) e o santo dos santos (santuário interior em forma de cubo). O templo era pequeno para o número de funcionários utilizados, mas foi uma das obras públicas mais custosas da época. Foi edificado inteiramente com pedras e conta a Bíblia que enquanto se construía o templo não se ouvia nem som de martelo, machado ou de instrumento de ferro.       

   As paredes internas e o teto eram forrados de ouro. A parte central do templo era forrada com madeira de cipreste e coberta com placas de ouro. Nas paredes haviam desenhos de palmeiras e correntes. Haviam também jóias fixadas nas paredes que aumentavam a beleza interna do templo. O ouro era de melhor qualidade e todas as paredes, portas e batentes estavam revestidos com ouro. Dentro do templo, numa das extremidades, ficava o lugar mais sagrado de todos, o Santo dos Santos. Era o lugar mais interno do templo, nele, somente uma vez por ano, no dia da Expiação, o sumo sacerdote entrava para oferecer sacrifício para perdoar seus pecados e depois fazia o sacrifício pelos pecados do povo. Era no Santo dos Santos que ficava a arca da aliança. O lugar era coberto de ouro e tinha um altar de madeira revestido de ouro também. Existiam dois querubins iguais feitos de madeira e revestidos com ouro, sua altura era de 10 côvados, os querubins simbolizavam a proteção das coisas sagradas, neste caso, a Arca da Aliança.(O povo não podia ver os querubins, pois só o sumo sacerdote tinha acesso ao Santo dos Santos). 

          As obras de Hiram  para o templo

        Hiram (8)  , um artesão encarregado de obras de bronze, fez duas colunas de bronze, enfeitadas com romãs, que não tinham a função de sustentar e sim a de ornamentar. Seus nomes eram Jaquim (ele estabelecerá) e Boaz (ele vem em poder).

Fez o Mar de Fundição ou Mar de Bronze, um tanque grande que era o principal depósito de água destinada aos ritos de purificação para a santificação. Era usado pelos sacerdotes. O vaso de Amatunte, no Museu do Louvre da uma idéia provavelmente precisa do que foi o Mar de Bronze do Templo de Jerusalém.  Fez além destas obras, 10 pias (para a lavagem dos holocaustos), pás (para pegar as cinzas dos altares), caldeirões e bacias. Salomão terminou as obras do templo e então trouxe os tesouros que Davi havia dedicado ao templo.   

        A Arca

        O templo, serviria para guardar os tesouros mais valiosos do reino, o mais valioso era a Arca da Aliança. A arca era uma caixa de 1,20 m de comprimento, 0,75 m de largura e 0,75 m de altura. Era feita de madeira de acácia e recoberta de ouro puro. Continha, num período anterior ao de Salomão, as duas tábuas dos Dez Mandamentos, um vaso com maná e a vara de Arão. Era um símbolo da presença e da glória de Deus, santificava o lugar onde repousava. A arca era transportada só por sacerdotes ou levitas.




   Na festa dos tabernáculos, no mês de outubro, os sacerdotes levaram a Arca da Aliança para o templo, o rei Salomão e todo o povo se reuniu diante da arca e ofereceu sacrifícios de ovelhas e de bois, eram tantos os animais que não puderam ser contados. Os sacerdotes colocaram a arca no templo, dentro do santo dos santos e a colocaram debaixo das asas dos querubins.

Quando os sacerdotes estavam voltando do santo dos santos, uma nuvem brilhante encheu o templo e foram obrigados a sair, porque a glória do Senhor estava enchendo o lugar. Então o rei Salomão orou ao Senhor e abençoa o povo agradecendo a Deus pela sua felicidade e pelas demais bênçãos. Também pediu a Deus que cumprisse a promessa de manter a descendência de Davi no poder, engrandece a Deus em sua oração e pede que proteja o templo de dia e de noite e que responda as orações suas e as do povo de Israel.

 Pede que a justiça  apareça para com as causas do povo e que Deus perdoe sempre  quando se mostrarem arrependidos de coração. Pede também a resposta  à oração dos estrangeiros.  Esta oração de Salomão é a mais longa registrada nas sagradas escrituras (I Reis 8: 22 a 53).


        Salomão pede agora ao povo fidelidade a Deus e aos mandamentos e abençoa a  população. A festa dos tabernáculos durou oito dias, ao final o rei despede o povo e o povo abençoa o rei e a arca toma seu lugar no templo, em meio a estas grandes solenidades. Depois de todas as obras materiais relativas ao templo serem concluídas, Deus responde à oração de Salomão fazendo um único pedido, que  seja fiel e obediente para que Deus possa cumprir as suas promessas. Aqui lembramos mais uma vez da aliança de Salomão com Deus, em que a obediência implica em bênção e desobediência em maldição.



        Três vezes por ano Salomão oferecia holocaustos e sacrifícios de comunhão sobre o altar que erguera a Iahweh e queimava perfumes diante de Iahweh. E assim acabou ele a construção do templo que demorou sete anos para ser concluída.




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Jerusalém: Cidade de David

Jerusalém: Cidade de David



A primeira prioridade de David após assumir o trono de Israel foi conquistar Jerusalém, que o Eterno escolhera para ser sua Morada terrena.

Destemido, prepara-se para conquistar Metzudat Tzion, fortaleza mantida por jebusitas. O nome Tzion derivava de uma palavra hebraica que significa "destacada", em virtude do grande destaque da fortaleza por sua invulnerabilidade a ataques. Após a conquista, o nome Tzion se torna sinônimo do Monte do Templo e de toda a cidade de Jerusalém.


Após ter capturado a cidade, David fixou residência real na fortaleza que, assim como toda a cidade, passou a ser chamada de "Cidade de David". Além de fazer de Jerusalém capital de seu reino, o rei a declarou "Capital Única e Eterna do Povo Judeu".

O Livro de Samuel II relata que David tinha 30 anos quando iniciou seu reinado, que duraria 40 anos - 7 dos quais em Hebron e 33 em Jerusalém. O novo Rei restaura a glória de seu povo e sua fama se estende muito além da Terra de Israel. O Livro de Samuel diz que "David tornava-se cada vez maior e o Eterno, D'us dos Exércitos, estava com ele". Contudo, apesar de seu crescente poder e prestígio, o Rei permaneceu humilde como sempre fora - e por este motivo, D'us sempre esteve com ele.

David anseia por construir o Templo Sagrado

Desde o início de seu governo, David teve que defender Israel dos filisteus que, preocupados ao ver a ascensão de um novo líder, novamente se voltam contra a pátria judaica. David, rei e profeta, consulta D'us antes de sair à guerra e recebe a promessa de que "os teria em suas mãos". E, de fato, com a ajuda Divina, David golpeia os tradicionais inimigos de Israel de forma tão incisiva que o Reino de Israel finalmente obtém a almejada paz e segurança. Mas, homem de profunda fé que era, o Rei não desejava deixar um legado de vitórias militares. Esperando que fosse sua maior e mais duradoura contribuição a D'us e a Israel, sonhava erguer uma morada permanente para a Shechiná - a explícita Presença de D'us neste mundo.

Os pré-requisitos para a construção do Templo são detalhados no quinto livro da Torá. E está escrito: "Quando cruzardes o Jordão e vos estabelecerdes na terra... e Ele vos livrará e fará descansar de todos os vossos inimigos, e habitareis em segurança; e lá será o lugar que o Senhor, vosso D'us, escolheu para descansar o Seu Nome..." (Deuteronômio 12: 10-11). Apesar de o rei David ainda vir a travar muitas batalhas, a Terra de Israel, sob sua liderança, não mais foi vítima de ataques de exércitos estrangeiros. Quando julgava necessário para a proteção de seu povo, ele mesmo empreendia ataques preventivos contra vizinhos hostis, conseguindo conquistar a todos. Por isso, vendo que em seu reinado Israel vivia em segurança, dentro de suas fronteiras, acredita ter chegado a hora dos Filhos de Israel erguerem uma morada permanente para abrigar a Presença Divina na terra - o Seu Templo Sagrado.

Mas, valendo-se do profeta Nathan, o Altíssimo envia uma mensagem a David, Seu servo - título com o qual poucos foram agraciados e que indica total submissão a D'us. O profeta diz ao Rei que não caberia a ele ser o construtor do Templo, mas a seu filho. Uma das razões para não merecer a permissão era o fato de ser um guerreiro - fizera derramar muito sangue, ainda que para defender o Povo Judeu e em obediência a D'us. Nachmânides escreveu que o rei David não recebeu a permissão de construir o Templo por simbolizar a justiça, ao passo que o Templo, como fonte de arrependimento e do perdão Divino, deveria representar o Divino atributo da Misericórdia.



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Tutankhamon

Tutankhamon

Ele só tinha 18 anos quando morreu. Tutankhamon (originalmente Tutankhaton) deve sua fama principalmente ao fato da descoberta de sua tumba completamente intacta em 1922. Os artefatos notáveis da tumba, inclusive a sua máscara funerária, estão à mostra no Museu Egípcio do Cairo.



Máscara funerária de Tutankhamon

Tutankhamon era possivelmente o filho de Amenófis IV e de sua esposa Nefertiti. Tutankhamon se tornou faraó após a morte do pai (1362 a.C.) e se casou com sua meia-irmã Ankhesenamon, para solidificar a sua ascensão ao poder.

A morte de Tutankhamon foi súbita e surpreendente, ao deixando nenhum herdeiro. Ele foi enterrado no Vele dos Reis, em Luxor.

Ankhesenamon, viúva de Tutankhamon, manda uma carta ao rei hitita Suppiluliuma onde relata suas preocupações:

“… o meu consorte morreu sem deixar herdeiros. Tu, pelo que se diz, tem muitos filhos. Se aceitas enviar-me um dos Teus filhos, Ele será o meu esposo e o Rei do Egito. Jamais me sujeitarei a desposar um dos meus servos e tenho medo dos demais…”

Zannanza, filho do rei hitita, foi enviado para casar com Ankhesenamon, mas foi morto ao ingressar em terras egípcias. Como o prazo de setenta dias necessários para o sepultamento de Tutankhamon tinham se passado e não havia nenhum herdeiro legal, Ay, o vizir de Tutankhamon casou-se com Ankhesenamon, sendo ele, provavelmente responsável pela morte do príncipe hitita e de Tuthankhamon, em sua ambição de chegar ao poder do Egito.

Das 60 tumbas do Vale dos Reis só a de Tutankhamon não foi descoberta e seus tesouros roubados. Não foi descoberto mais cedo em parte porque o nome dele, junto com o de outros faraós da mesma dinastia, estavam ausentes das listas reais da 19a Dinastia.


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O movimento da Lua

O movimento da Lua


Um aparelho planetário, patenteado por Manuel da Silva Marques, demonstra que a Lua, ao contrário do que se diz, não tem movimento de rotação, pois caso tivesse não mostraria à Terra sempre a mesma face. Esta demonstração desmente a falsa verdade segundo a qual a Lua executa um movimento de rotação em torno do seu próprio eixo enquanto descreve um movimento de translação em volta da Terra.


Nas enciclopédias, o fenómeno é explicado do seguinte modo: «A Lua gira em torno da Terra em 27,32 dias. No mesmo espaço de tempo cumpre uma rotação completa em torno do seu próprio eixo. É devido ao seu movimento de rotação que a Lua mostra à Terra sempre a mesma face.»

Não se compreende como é que uma suposta tese científica complica e baralha a explicação daquilo que é simples. Em primeiro lugar, a Lua não executa dois movimentos diferentes com a mesma duração, mas um único e mesmo movimento.

Se a Lua executasse, simultaneamente, dois movimentos diferentes, a meio do movimento de translação a sua face oculta estaria então voltada para a Terra, devido ao seu hipotético movimento de rotação (ver ilustração).

Assim, a Lua executa unicamente um movimento em volta da Terra, não realizando ao mesmo tempo qualquer movimento em torno do seu próprio eixo.



Se a Lua executasse um movimento de rotação em torno do seu próprio eixo, não mostraria à Terra sempre a mesma face, tal como a Terra não mostra ao Sol sempre a mesma face. E, se algum dia isso acontecer - como antevêem certos astrónomos -, um dos hemisférios terrestres ficará permanentemente às escuras.

A explicação de que «a Lua mostra sempre a mesma face devido ao seu movimento de rotação» só é entendível se for lida ao contrário: «Como não tem movimento de rotação, a Lua mostra sempre a mesma face.»

Estamos, pois, perante uma pseudo-tese científica, sem pés nem cabeça - o que levou Manuel da Silva Marques a patentear um aparelho planetário para esclarecer a verdade.

Este aparelho é constituído por duas esferas pequenas, que representam a Lua, e por uma esfera maior, que representa a Terra. Uma das esferas pequenas representa a Lua sem o movimento de rotação e possuindo apenas o movimento de translação em torno da Terra; a outra esfera pequena representa a Lua com o movimento de rotação em torno do seu eixo e o movimento de translação em volta da Terra. «Como esta última esfera não apresenta sempre a mesma face virada para a Terra, é evidente que a Lua não tem movimento de rotação em torno do seu eixo.»

Esta «máquina da verdade» torna bem claro que a Lua descreve apenas um movimento em volta da Terra, não rodando simultaneamente sobre si mesma.

Os astrónomos portugueses com livros publicados subscrevem a tese dos dois movimentos lunares, mas limitam-se a enunciá-la e evitam explicá-la, sobretudo através de um desenho.

Como refere um professor de Geometria, «a tese de que a Lua executa um movimento de rotação em torno do seu próprio eixo é um atentado à inteligência do ser humano».

O planetário construído por Manuel da Silva Marques pode ser visitado por estudantes e outras pessoas interessadas, bastando contactar o inventor.



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Texto de Luiz Vaz do Carmo publicado na secção Tendências/Inventos no suplemento Revista do jornal Expresso em 7 de Agosto de 1999

Ilustração Expresso/Sofia Miguel Rosa


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