Ramses II

Ramses II


Da sua vida pessoal, quase nada se sabe.

A sua primeira e favorita rainha foi Nefertari.

O fato de, em Abu Simbel, o mais pequeno lhe ter sido dedicado, e à Deusa do Amor, mostra o afeto que existiu entre eles. Ela parece ter morrido comparativamente cedo, no reinado, e o seu belo túmulo, no Vale das Rainhas, em Tebas, é bastante conhecido.


Outra função dos faraós era travar batalhas constantes contra os invasores do Alto e do Baixo Egito. Quatro anos após Ramses II ter sucedido seu pai, Seti I, aos 25 anos, os inimigos de sempre dos egípcios, os Hititas, invadiram o Baixo Egito pelo norte. O inexperiente faraó juntou rapidamente um exército de 20000 homens, e marchou para a faixa de Gaza para enfrentar um exército hitita com quase o dobro de soldados. A batalha acabou, em termos territoriais, igual. Depois de muitas mais escaramuças, durante cerca de quinze anos, o sucessor de Muwatalli, Hatuusilis III, pediu um tratado de paz, que o Egito aceitou.


Este tratado durou o resto da vida de Ramses. No entanto foi muito ajudado pelo se casamento com Maat-Hor-Neferure em 1246 a.C., casamento este que por pouco não se realizava por causa de divergências quanto ao dote. Sabe-se também que, mais tarde, o faraó casou com outra filha do rei Hitita cujo nome se desconhece.

Numa época em que a expectativa de vida era, em média, de 40 anos, Ramses deve ter parecido quase imortal ao viver até os 92 anos, idade em que, finalmente e faraó vai para o “Mundo de Osíris”.



Continue Lendo...[+]

Os cemitérios reais


O falcão voou para o céu... e o rei, seu filho, está sentado no trono de Rá em seu lugar

Assim o chefe da Medjay (polícia) anunciou "ao povo dos túmulos" a morte do faraó e a ascensão de seu sucessor ao trono, em um papiro conservado em Turim. Esse anúncio era seguido de uma sequência de cerimônias funerárias, que culminavam no sepultamento da múmia em uma tumba, munida com tudo aquilo que era considerado necessário para o local de descanso do filho de Rá e para garantir magicamente sua regeneração.




Desde os tempos remotos, as tumbas da realeza eram distintas das de seus súditos, da mesma maneira que o destino espiritual dos reis era diferente. As mastabas de "fachada de palácio" do início do Período Dinástico, depois as pirâmides em degraus e por fim as verdadeiras pirâmides (e não só os famosos exemplares de Quéops, Quéfren e Miquerinos) parecem, em sua estrutura sólida e impenetrável, simbolizar os "tronos eternos" dos homens que personificaram o deus Hórus e que foram os governantes do mundo. Esse era um mundo também considerado seguro e imutável.


No entanto os eventos acabaram por demonstrar a fragilidade intrínseca, tanto da estrutura política, abalada pelas revoluções do Primeiro Período Intermediário, quanto da presumida invulnerabilidade das pirâmides, como foi amargamente notado em um famoso texto:


Assim, aquele que foi sepultado como um falcão foi arrancado de seu sarcófago. O segredo das pirâmides foi violado... Assim, aquele que estava impossibilitado de fazer um ataúde, agora tem uma tumba. Assim, os mestres dos lugares sagrados, foram lançados no deserto (de Lamentações de Ipu-ur).


Com o restabelecimento do poder centralizado no começo do Novo Império, os cemitérios reais foram transferidos para as imediações da capital do reino na ocasião, onde quer que ela estivesse. As tumbas dos governantes de Tebas da 11ª dinastia estavam localizadas na margem oeste do Nilo em Tebas, em el-Tarif e em Deir el-Bahri (como a tumba monumental de Mentuhotep I), enquanto eles retornavam ao norte com a 12ª dinastia.


Durante o Segundo Período Intermediário, marcado pela traumática experiência da invasão dos hicsos, Tebas foi o centro da construção das tumbas dos reis da 13ª dinastia e posteriormente dos da 17ª dinastia, que foram os responsáveis pelo contra ataque que culminou na expulsão dos invasores. Essas tumbas, assim como as da 11ª dinastia, também eram localizadas em áreas contíguas às zonas habitadas, em Dra Abu el Naga, nas encostas das colinas que fechavam o Vale do Nilo a oeste. A múmia de Seqenenre Tao II, cujos danos provocados à cabeça são a evidência de uma luta sangrenta que terminou com a vitória de seus sucessores Kamose e Amosis, veio de uma destas tumbas não identificadas.



Os governantes da 18ª dinastia, depois de se transformarem nos senhores incontestáveis do país escolheram um vale atrás de Deir el-Bahri como seu "trono da eternidade". O vale era isolado e invisível para as pessoas que habitavam as margens do rio e o complexo funerário tradicionalmente integrado, consistindo na tumba e no templo, foi assim dividido. O templo funerário, "a casa dos milhões de anos", permanecia perto do Nilo para assegurar a perpetuação do culto devido ao rei por toda a eternidade. O local de sepultamento era isolado, em uma área inacessível pelas montanhas que a rodeavam, aberta apenas em uma única passagem estreita, usada pelas procissões funerárias. Este local chamado Vale dos Reis, é conhecido em árabe como Biban el-Muluk (portas dos reis). Para os antigos egípcios, ele era o Ta-set-aat, "o grande palácio", ou mais simplesmente Ta-int, "o vale". Um cume piramidal, "a cúpula" dominava a paisagem do vale, sua forma simbólica pode ter sido um fator na seleção deste local. O vale principal se dividia:

Vale Oriental – que contém a maioria das tumbas, e
Vale Ocidental – de beleza extraordinária e selvagem, com seus precipícios íngremes de pedra; estão localizadas apenas as tumbas de Amenófis III e de Ay.

A tumba mais antiga é a de Tutmés I, que também era associada ao nome de Ineni, o arquiteto que a projetou e construiu. Os operários chegavam ao vale através de uma trilha que partia de uma aldeia, a atual Deir el-Medina que era isolada e inclusa entre paredes de pedra.

 Os habitantes eram as pessoas envolvidas na construção das tumbas: pedreiros, escribas, pintores, escultores, carpinteiros e ourives. O isolamento serviu para garantir o segredo do que se passava no Vale dos Reis e no Vale das Rainhas – localizado ao sul da aldeia, abrigava os corpos dos filhos, das esposas e dos parentes dos governantes. As tumbas dos reis eram escavadas profundamente nos precipícios e eram compostas de uma série de degraus, rampas e corredores, com ocasionais poços profundos interrompendo as passagens.

 A câmara funerária era maior que as outras salas e seu teto era geralmente apoiado por pilares esculpidos na pedra. A sucessão de salas variou com o decorrer do tempo. Na 18ª dinastia (com exceção da de Ay) planta em ângulo reto com mudança brusca na direção a partir da metade do caminho. As da 19ª dinastia organizadas em linha quase reta, com uma leve angulação, a partir da metade do caminho.



Vale dos Reis




O lugar era escolhido pela:
seleção da qualidade da pedra e a
a proximidade com as tumbas prévias
Os operários eram divididos em duas equipes, que trabalhavam juntas:
1. os pedreiros e os operários – escavam a tumba e removem quantidades enormes de fragmentos de pedra calcária;
2. os escultores e os pintores – cobriam as paredes e os tetos da salas e dos corredores com cenas e textos destinados a garantir ao faraó a vida após a morte.


Apesar das tumbas do vale serem escondidas e protegidas pelas equipes da Medjay (polícia), logo começaram a ser o centro das atenções dos ladrões. Já na 18ª dinastia há testemunhos precisos de violação das tumbas reais. A situação piorou até o ponto em que no início da 21ª dinastia não era mais possível defender o vale. Várias múmias reais ainda não foram encontradas. Pode muito bem haver outro esconderijo ou sepulcro comunal, como o descoberto em 1908 na Tumba de Horemheb, que ainda precisa ser interpretado corretamente. A atual renovação da atividade arqueológica no vale por parte das autoridades egípcias e as numerosas missões estrangeiras sugerem que o futuro nos pode trazer mais surpresas.


do Livro 'Tesouros do Egito' do Museu do Cairo – Editado por Francesco Tiradritti e Fotografias de Araldo De Lucca – texto de Anna Maria Donadoni Roveri


Continue Lendo...[+]

A rainha Touya


–Touya, esposa de Sethi I e mãe de Ramsés II –

Quando Horemheb morre, é um velho vizir, que um conselho de sábios escolhe para governar o Egito: Ramsés, o primeiro monarca de uma longa linhagem que compreenderá 11 Ramsés (que reinou dois anos de 1293-1291 a.C).

 Seu filho o sucedeu Sethi I – faraó de extraordinária envergadura, 13 anos de reinado de uma verdadeira idade áurea:

conteve a ameaça hitita impôs a calma no turbulento protetorado da Síria-Palestina construiu o grande templo de Osíris em Abidos



Para viver ao lado de tal faraó, era necessário uma grande esposa real dotada de uma forte personalidade, foi o caso de Touya, também chamada Mut-Touya, para sublinhar o seu papel de "grande mãe". Gerou o "filho da luz", Ramsés II, que reinou 67 anos.

Guardiã do espírito da monarquia faraônica, viveu o derradeiro apogeu do poder egípcio. Touya sobreviveu pelo menos 22 anos ao seu marido, e durante os primeiros 20 anos do reinado de seu filho, exerceu uma influência considerável na corte.

Uma estátua de 3 m de altura, conservada no Museu do Vaticano, mostra Touya sob um aspecto de mulher colossal e altiva. Ramsés II tinha veneração pela mãe, como mostram estátuas e baixos relevos consagrados a sua memória. Em Tebas, do lado norte do seu "templo de milhões de anos", Ramsés II mandou construir para Touya um pequeno santuário em arenito, com pilares coroados por capitéis representando o rosto da deusa Hathor, a construção exala a rainha-mãe e a sua função teológica.


É provável que Touya tenha morrido depois da paz do Egito com os Hititas. Com mais de 60 anos, foi enterrada num túmulo do Vale das Rainhas, por certo profusamente decorado e contendo um abundante e luxuoso mobiliário fúnebre. Essa morada eterna foi saqueada e devastada.

Uma das tampas dos vasos que continham as vísceras da rainha foi preservada e representa o rosto de Touya com uma pesada peruca, com um fino sorriso, extraordinária juventude, emana dessa modesta escultura que rasgando as sombras da morte, preserva a memória de uma rainha do Novo Império.

Venerada em todo país, Touya foi o perfeito símbolo da rainha mãe, discreta e ativa, mantendo a tradição das mulheres de Estado ligadas à grandeza do Império.


Origem: 'As Egípcias' de



Continue Lendo...[+]

Os Cavaleiros Hospitalários de São João Batista de Jerusalém

A génese: A Ordem de S. João de Jerusalém fundada mesmo antes da tomada desta cidade pelos exércitos da Primeira Cruzada, corria o ano de 1099, começou por ser uma comunidade monástica que administrava um hospício-enfermaria para os peregrinos que se deslocavam à Terra Santa e, segundo um monge chamado de Bernardo, já existia em 870 com a designação de hospital para latinos, isto por oposição aos peregrinos gregos. A designação acaba por ser genérica e pouco elucidativa pois nessa época vários povos, do Mundo Mediterrânico, mantinham em Jerusalém diferentes hospícios. Por informações avulso, sabemos ter existido um hospital com a invocação de S. João, mas da Alexandria, fundado e mantido por amalfitanos (Amalfi era, à época, uma poderosa cidade republica do Sul de Itália). Esta instituição, pelo que sabemos, observava as regras Beneditinas, então com grande implementação entre a cristandade.


 Os frades vestiam de negro e usavam a cruz de Amalfi, a mesma que figura numa moeda desta da cidade-república cunhada entre os séculos X e XII. Assim, é credível que a orientação do beato Gerardo, com vista à reforma e sequente independência em relação às canónicas beneditinas, instaurando uma Ordem mais formal e com regra de S. Agostinho, por Bula Papal datada de 15 de Fevereiro de 1113, respondeu, por um lado, às novas realidades politicas, sociais e militares de Jerusalém e, por outro lado, ao centralismo político e religioso Papal.


Continue Lendo...[+]

Maria Stuart

Maria Stuart foi uma das mais famosas rainhas do século XVI, e que teve contra si o ódio e a maldade de soberanos Ímpios.

Foi Linlithgow, cidade da Escócia, que serviu de berço a encantadora criancinha de nome Maria.

Os soberanos Jayme V. da Escócia e Maria de Loraine de Guise foram os pais de Maria Stuart.


Com a morte do rei escocês e com a decisão do parlamento anulando um a futura aliança entre Maria Stuart e o príncipe Eduardo de Gales, veio uma guerra entre a Inglaterra e a Escócia.

Mandada a bordo de um vaso de guerra da esquadra de Villegaignon, a jovem nobre escocesa chegou às terras da Gállia a 13 de agosto de 1548, onde desembarcou no porto de Roscoff.

Educada na corte francesa de Henrique III, e desejada para futura esposa do príncipe Francisco, teve uma bela instrução, tendo como mestre Buchnan, Ronsard, Loraine e outros.

Os nobres franceses tinham por ela verdadeira afeição, pois os seus cabelos louros e ondulados, os olhos de um cinzento claro, a sua esbelta estatura e aquele seu andar elegante, extasiava qualquer cavalheiro.

No dia 24 de abril de 1558, realizou-se na catedral de "Notre Dame" o casamento do príncipe Francisco com Maria Stuart, fazendo com que assim a aliança entre a França e a Escócia fosse sempre assegurada.

Morrendo Henrique III, subiu ao trono da França o herdeiro Francisco, esposo de Maria Stuart.

Em conseqüência de enfermidades, Francisco II morreu deixando sua jovem esposa viúva, que imediatamente resolveu rever sua pátria natal.

Maria Stuart deixou a bordo de uma galera o solo francês, a 14 de agosto de 1561. E quando já ao largo, Maria Stuart viu ir desaparecendo os contornos do litoral francês, disse com lágrimas nos olhos a seguinte frase de gratidão: "Adeus França, adeus, França, penso que nunca mais vos hei de ver".

Chegando à Escócia, desejosa de acalmar as revoluções religiosas, Maria Stuart nomeou para primeiro ministro, seu irmão natural Jayme Stuart com o titulo de conde de Murray, e logo depois casou-se com Danrley, filho do Duque de Lennox.

Depois de trair sua própria esposa e rainha, Danrley morreu vítima de uma explosão.

Maria Stuart então desposou Bothwell, um mercenario que chefiava a guarda imperial.

Batendo-se mais tarde com o revolucionário Murray, Bothwell perdeu a batalha.

Temendo cair prisioneira dos revoltosos, Maria Stuart pediu abrigo à sua prima Isabel rainha da Inglaterra.

Depois de encarcerada injustamente no castelo de Chartley, Maria Stuart teve de comparecer a um julgamento em Fotheringhay arranjado por Walsinghan secretario de Isabel.

Apesar dos veementes apelos e protestos da França e Espanha, a sentença para a morte de Maria Stuart foi assinada.

E, na manhã de 8 de fevereiro de 1587, Maria Stuart, apoiada ao braço seu médico francês, Bourgoing, subiu ao patíbulo, onde o gume do machado manejado pela mão férrea de um carrasco desceu sobre o seu pescoço, pondo fim à sua existência



Continue Lendo...[+]

Collegia Fabrorum


Na Grécia encontramos uma Ordem Iniciática chamada Confraria de Dionísio, que era uma divindade originaria da Tracia e que construiu templos e palácios tanto na Grécia como na Síria e na Pérsia. Seus membros eram homens de ciência que não somente se distinguiam pelo seu saber como também porque se reconheciam por sinais e toques. Mantiveram um colégio em Theos, lugar que lhes fora designado como residência e onde eram iniciados os novos membros. Reconheciam-se por méio de toques e palavras; estavam divididos em lojas que eles denominavam colégios; cada colégio era dirigido por um Mestre secundado por inspetores que eram eleitos pelo período de um ano; celebravam assembléias e banquetes; os mais ricos ajudavam aos que se encontravam em má situação ou doentes e relacionavam a arte de construir com o estudo de mistérios.


Estas fraternidades estudavam não apenas técnicas de construção, mas também matemática, astrologia, música, poesia, retórica, gramática e oratória, formando verdadeiros centros filosóficos de saber e conhecimento.


Da Grécia, inúmeros membros da Ordem Pitagórica estiveram em contato com estas fraternidades; entre eles, Fídias (do Colégio de Argos, responsável pela reconstrução de Atenas), Platão, Aristóteles e Alexandre Magno (conhecido como “Alexandre, o Grande”, filho de uma sacerdotisa Dionísica, que levou os engenheiros e arquitetos gregos junto com suas tropas para adquirir conhecimentos em praticamente todos os territórios conquistados, trazendo para dentro da ordem um conhecimento vastíssimo).

Destas confrarias surgiram os Collegia Fabrorum romanos. Grupos que ainda não podiam ser chamados de “Guildas” mas que já traziam dentro de si o embrião do que mais tarde seria conhecido como “Maçonaria Operativa”. Seus membros eram escolhidos entre os melhores artesãos, pedreiros e escultores, permaneciam por 5 a 7 anos como aprendizes antes de passarem ao grau de Mestres, tinham leis e códigos de conduta específicos e juramento de silêncio a respeito das técnicas e métodos desenvolvidos.

Os membros do Collegia Fabrorum acompanhavam as legiões romanas e se tornavam responsáveis por construir as fortificações. Mais tarde, seriam designados também pelos Imperadores romanos como responsáveis pelas construções das catedrais sobre os templos sagrados dos povos dominados e a transformação dos templos pagãos em Igrejas Católicas sem perder o paganismo.

É importante guardar que os cultos de Orfismo (de Orfeus), Dionísicos, Bacantes e, posteriormente, os Collegia Fabrorum, sempre estiveram ligados aos deuses pagãos e aos rituais iniciáticos relacionados com a alta magia, em especial Mithra, o Sol Invicto, patrono das legiões romanas até Constantino, o marketeiro.

Claro que haviam círculos secretos dentro destas ordens, ramificações e especializações. O conhecimento se tornava cada vez mais especializado e disperso.

Por exemplo: a partir do século II ou III, já não havia mais qualquer resquício de rituais sexuais dentro dos Collegia Fabrorum, que se especializou na arte de construção. Por outro lado, existiam ritos orgiásticos como a Saturnália e os cultos às Bacantes, sendo que muitos destes costumes já haviam sido profanados e perdido seu significado original.

Claro… quando eu falo em “ordens iniciáticas”, os céticos costumam ficar confusos porque, na cabeça deles, aparece a imagem infantilóide de que ordens secretas são compostas de pessoas encapuzadas, sinistras, portando diversos símbolos “supersticiosos”, andando em círculos e carregando velas ao mesmo tempo em que constróem aquedutos. Mas a verdade é que, assim como nos dias de hoje, a população da época não tinha a menor idéia de quem somos e o que fazemos. E sim, os engenheiros romanos passavam pelas iniciações, com direito até mesmo a ser banhado em sangue de touro.

Alguém pode pensar “Ah, mas hoje em dia qualquer um pode ter acesso a este tipo de conhecimento, basta fazer uma faculdade de engenharia”. Mas não rasparam sua cabeça quando você entrou? não fizeram trote contigo? São os resquícios das iniciações nas fraternidades de conhecimento, já que foram estas Ordens Secretas que deram origem às Universidades, como veremos mais adiante nesta série.

Se você é engenheiro, advogado, médico, programador, psicólogo, veterinário ou outro profissional formado, você sabe muito bem a diferença entre um iniciado e um leigo. Um leigo (um peão de obras, por exemplo) pode até ter muita experiência e acompanhar muitas obras, mas nunca será capaz de projetar uma ponte. Um leigo pode trabalhar como enfermeiro por anos, mas nunca será capaz de fazer uma cirurgia complexa. Para estas coisas, exige-se o conhecimento que é passado de boca-a-ouvido e que não está em nenhum livro.

E o mesmo acontece com a magia. Muita gente acha que lendo livros e pesquisando vai aprender alguma coisa, mas magia é como natação. Você pode ler todos os livros que quiser, mas só vai aprender de verdade quando entrar em uma piscina e, para isso, você pode ter um professor para te explicar os passos ou mergulhar e ver o que acontece com o conhecimento que você obteve em livros…


Continue Lendo...[+]

Djoser, o Magnífico


Quando o faraó Djoser sobe ao trono, tem início o Antigo Império egípcio, século XXVII, 3ª dinastia. Reina de 2640 a 2575 a.C (ou 2625-2605 a.C).

O Egito Antigo conhece um dos mais brilhantes períodos da sua história e há motivos para se falar de um "século de Djoser".

Pode ser considerado o verdadeiro fundador da 3ª dinastia, que marca uma virada decisiva na evolução religiosa, artística e provavelmente social do Egito Antigo.


Djoser reina sobre um Egito unido.

O Alto e o Baixo Egito conservam a sua originalidade e as suas instituições particulares. As lutas tribais e partidárias terminaram. Todo Egito se reconhece na pessoa de seu chefe, e a paz interior tornou-se uma realidade profundamente enraizada.

Numa estátua em Saqqara vemos o rosto de Djoser e nela compreendemos:
uma força de caráter,
vontade feroz e
autoridade natural


Este rei autoritário, foi também justo e sua memória honrada ao longo de toda a história do Egito. Teria escrito livros de ensinamentos, para uso dos futuros faraós, a fim de ensinar as regras de rei e ensiná-los a adotarem uma atitude certa perante os deuses e os homens.

Djoser simboliza o equilíbrio sereno de uma civilização em plena posse dos seus meios de criação, inteiramente preocupada com concretização artística do seu ideal. O século de Djoser é o de uma autêntica sabedoria. O seu próprio nome é significativo:


– a palavra djoser significa em egípcio "prestígio, admirável, sagrado"




Reinado
O reinado de Djoser será consagrado à edificação do seu gigantesco complexo funerário em Saqqara. O ponto chave do reino – construir uma morada eterna para abrigar um corpo divino.

Graças a uma inscrição encontrada em Uadi Hammamat, sabemos que o faraó enviou expedições ao Sinai, e mandava explorar lá, minas de cobre.

No sei reinado teria havido uma 'grande fome', aparece inscrito em uma estela da época ptolomaica gravada num rochedo descoberto ao sul da ilha de Sehel, na região de Elefantina, na extremidade meridional do Egito.



Sua obra
Djoser e Saqqara, o rei e sua obra. Onde foi enterrado, confunde-se a vida e a morte de maneira inextricável no "castelo encantado" de Saqqara.

Pensou durante algum tempo que Djoser era originário do Médio Egito, por causa da descoberta, na região de Abidos, uma sepultura com o seu nome gravado, mas a carreira de Djoser está ligada ao desenvolvimento de Mênfis.

Djoser mandou construir em Heliópolis, muito perto de Mênfis, um pequeno santuário de que restam poucos elementos, um deles porém preserva um título, onde Djoser é qualificado como:
"Sol de ouro"


Outro dos fragmentos mostra:
o rei sentado, envolto no grande manto ritual; a sua estátua é elevadíssima, comparada com a da sua esposa e das suas filhas

A 3ª dinastia nos faz conhecer, além de Imhotep – o grande construtor; outros grandes personagens:
Hesyrê – cujo túmulo abriga admiráveis relevos
Bedjmes – o construtor de barcos, cuja estátua conservada no Museu Britânico, nos revela um homem severo e competente com uma enxó nas mãos

Sepa e sua mulher Neset – formando um casal muito digno


Djoser constrói seu túmulo em Saqqara, mas também reproduz o seu palácio régio, o lugar da sua existência terrestre. Utiliza a pedra, material aparentemente opaco, mas o torna transparente para a circulação milagrosa da alma.

Djoser não partiu morto. Transmitiu a vida através da pedra. Por trás das fachadas do seu palácio do Além, cuidadosamente aparelhadas, não há entulho. Quando transpomos as muralhas, passamos para o outro lado do espelho, entramos na paisagem da alma, na realidade de uma festa eterna.


Origem: 'O Egito dos Grandes Faraós' de Christian Jacq e


Continue Lendo...[+]

Mais MS Maçom

Related Posts with Thumbnails

Pesquisar

Loading