Os preparativos para edificar o Templo


       Segundo os registros bíblicos do Livro de Crônicas, construir um templo ao Deus de Israel era uma idéia que já habitava a mente de Davi, pai de Salomão, mas Deus proibiu-o de executar a obra, pois Davi havia participado de inúmeras guerras e com isso derramado muito sangue. Deus prometeu a Davi que teria um filho, que se chamaria Salomão, e ele seria   quem poderia construir o templo, pois seria um homem da paz.


        Como Salomão era muito novo, Davi, antes de morrer, começou os preparativos para o templo, juntou muito ouro, prata, ferro e bronze e deixou madeira e homens experientes para trabalhar. Entregou a Salomão o desenho (planta) do templo, juntamente com os pesos e medidas de cada objeto que iria ser utilizado, também deixou especificadas instruções sobre o trabalho dos sacerdotes e dos levitas (encarregados do louvor), tudo isso foi feito seguindo a risca todas as instruções que Deus havia deixado.

 O rei Davi também deu conselhos para que Salomão fosse forte e guardasse os mandamentos de Deus. Restava agora que Salomão seguisse os planos de Davi e construísse o templo. 

O templo seria o local que guardaria a arca da aliança e os objetos sagrados. Também era importante no âmbito político, pois simbolizava a unidade nacional,  o povo hebreu precisava estar unido e a melhor forma de uni-lo era através da religião. O templo congregaria pessoas de várias partes e simbolizaria a presença do Deus de Israel no meio do seu povo. O povo de Israel ficaria ao redor do templo adorando, bendizendo, fazendo petições e holocaustos a Deus.

        A execução dos planos

        O templo seria edificado em Jerusalém no monte Moriá. A construção  foi iniciada no segundo dia do segundo mês do quarto ano do reinado de Salomão (II Crônicas 4:2), para a obra o rei fez um recenseamento dos estrangeiros e contou 153.000. Destes  designou 70.000 para levar as cargas, 80.000 para cortar pedras nas montanhas e 3.600 para dirigir os serviços.  Foram necessários também 30.000 trabalhadores (5) de Israel que se subdividiram em grupos de 10.000 homens, estas levas iam para o Líbano buscar cedros e eram dirigidas por Adonirão, ficavam um mês no Líbano e voltavam para descansar dois meses.




        Quem fez o trabalho pesado na construção do templo foram os estrangeiros, pois era proibido dar aos pagãos a liberdade de dominar e proibido fazer dos israelitas escravos (6). No conjunto foram utilizados trabalhadores de Hiram, edificadores de Salomão e estrangeiros para o serviço. Hiram, rei de Tiro, teve um papel importante na edificação, pois forneceu a Salomão  madeira de cedro do Líbano necessária para a construção . 

"Depois Salomão enviou esta mensagem a Hiram: "Age como fizeste com meu pai Davi, enviando-lhe cedro para edificar uma casa para a sua residência. Eis que resolvi edificar uma casa para o nome de Iahweh meu Deus para reconhecer sua santidade, queimar diante dele o incenso perfumado e oferecer continuamente os pães da proposição, oferecer holocaustos de manhã (...) A Casa que vou construir será grande, porque nosso Deus é maior do que todos os deuses." ( II Crônicas 2:2-4).  "Envia-me do Líbano troncos de cedro, de cipreste e de sândalo, pois sei que teus servos sabem cortar as madeiras do Líbano. Meus servos trabalharam com os seus" (II Crônicas 2: 7).     

     O cedro era cortado, embarcado em diversos portos da Fenícia e transportado por via marítima para desembarcar em Jafa, de lá a madeira era transportada até Jerusalém que ficava a 68 km da li. Salomão recebeu de Hiram toda a madeira de que precisou e em troca Hiram recebia vinte mil coros de trigo para prover sua casa e vinte mil batos (décima parte do coro) de azeite de olivas moídas por ano. Hiram auxiliou Salomão em vários de seus empreendimentos, indicou especialistas no trato do ouro, ferro, prata e bronze para a obra de entalhe.

       O rei  utilizou para a edificação do templo pedras grandes e lavradas. "Todos os edifícios eram feitos de pedras escolhidas, talhadas sob medida, serradas por dentro e por fora (...) ( I Reis 7: 9).            As medidas do templo eram: 60 côvados  de comprimento (7); 20 côvados de largura e 30 côvados de altura. O templo possuía 3 divisões principais; o pórtico (saguão de entrada), o santuário (salão principal) e o santo dos santos (santuário interior em forma de cubo). O templo era pequeno para o número de funcionários utilizados, mas foi uma das obras públicas mais custosas da época. Foi edificado inteiramente com pedras e conta a Bíblia que enquanto se construía o templo não se ouvia nem som de martelo, machado ou de instrumento de ferro.       

   As paredes internas e o teto eram forrados de ouro. A parte central do templo era forrada com madeira de cipreste e coberta com placas de ouro. Nas paredes haviam desenhos de palmeiras e correntes. Haviam também jóias fixadas nas paredes que aumentavam a beleza interna do templo. O ouro era de melhor qualidade e todas as paredes, portas e batentes estavam revestidos com ouro. Dentro do templo, numa das extremidades, ficava o lugar mais sagrado de todos, o Santo dos Santos. Era o lugar mais interno do templo, nele, somente uma vez por ano, no dia da Expiação, o sumo sacerdote entrava para oferecer sacrifício para perdoar seus pecados e depois fazia o sacrifício pelos pecados do povo. Era no Santo dos Santos que ficava a arca da aliança. O lugar era coberto de ouro e tinha um altar de madeira revestido de ouro também. Existiam dois querubins iguais feitos de madeira e revestidos com ouro, sua altura era de 10 côvados, os querubins simbolizavam a proteção das coisas sagradas, neste caso, a Arca da Aliança.(O povo não podia ver os querubins, pois só o sumo sacerdote tinha acesso ao Santo dos Santos). 

          As obras de Hiram  para o templo

        Hiram (8)  , um artesão encarregado de obras de bronze, fez duas colunas de bronze, enfeitadas com romãs, que não tinham a função de sustentar e sim a de ornamentar. Seus nomes eram Jaquim (ele estabelecerá) e Boaz (ele vem em poder).

Fez o Mar de Fundição ou Mar de Bronze, um tanque grande que era o principal depósito de água destinada aos ritos de purificação para a santificação. Era usado pelos sacerdotes. O vaso de Amatunte, no Museu do Louvre da uma idéia provavelmente precisa do que foi o Mar de Bronze do Templo de Jerusalém.  Fez além destas obras, 10 pias (para a lavagem dos holocaustos), pás (para pegar as cinzas dos altares), caldeirões e bacias. Salomão terminou as obras do templo e então trouxe os tesouros que Davi havia dedicado ao templo.   

        A Arca

        O templo, serviria para guardar os tesouros mais valiosos do reino, o mais valioso era a Arca da Aliança. A arca era uma caixa de 1,20 m de comprimento, 0,75 m de largura e 0,75 m de altura. Era feita de madeira de acácia e recoberta de ouro puro. Continha, num período anterior ao de Salomão, as duas tábuas dos Dez Mandamentos, um vaso com maná e a vara de Arão. Era um símbolo da presença e da glória de Deus, santificava o lugar onde repousava. A arca era transportada só por sacerdotes ou levitas.




   Na festa dos tabernáculos, no mês de outubro, os sacerdotes levaram a Arca da Aliança para o templo, o rei Salomão e todo o povo se reuniu diante da arca e ofereceu sacrifícios de ovelhas e de bois, eram tantos os animais que não puderam ser contados. Os sacerdotes colocaram a arca no templo, dentro do santo dos santos e a colocaram debaixo das asas dos querubins.

Quando os sacerdotes estavam voltando do santo dos santos, uma nuvem brilhante encheu o templo e foram obrigados a sair, porque a glória do Senhor estava enchendo o lugar. Então o rei Salomão orou ao Senhor e abençoa o povo agradecendo a Deus pela sua felicidade e pelas demais bênçãos. Também pediu a Deus que cumprisse a promessa de manter a descendência de Davi no poder, engrandece a Deus em sua oração e pede que proteja o templo de dia e de noite e que responda as orações suas e as do povo de Israel.

 Pede que a justiça  apareça para com as causas do povo e que Deus perdoe sempre  quando se mostrarem arrependidos de coração. Pede também a resposta  à oração dos estrangeiros.  Esta oração de Salomão é a mais longa registrada nas sagradas escrituras (I Reis 8: 22 a 53).


        Salomão pede agora ao povo fidelidade a Deus e aos mandamentos e abençoa a  população. A festa dos tabernáculos durou oito dias, ao final o rei despede o povo e o povo abençoa o rei e a arca toma seu lugar no templo, em meio a estas grandes solenidades. Depois de todas as obras materiais relativas ao templo serem concluídas, Deus responde à oração de Salomão fazendo um único pedido, que  seja fiel e obediente para que Deus possa cumprir as suas promessas. Aqui lembramos mais uma vez da aliança de Salomão com Deus, em que a obediência implica em bênção e desobediência em maldição.



        Três vezes por ano Salomão oferecia holocaustos e sacrifícios de comunhão sobre o altar que erguera a Iahweh e queimava perfumes diante de Iahweh. E assim acabou ele a construção do templo que demorou sete anos para ser concluída.




Continue Lendo...[+]

Jerusalém: Cidade de David

Jerusalém: Cidade de David



A primeira prioridade de David após assumir o trono de Israel foi conquistar Jerusalém, que o Eterno escolhera para ser sua Morada terrena.

Destemido, prepara-se para conquistar Metzudat Tzion, fortaleza mantida por jebusitas. O nome Tzion derivava de uma palavra hebraica que significa "destacada", em virtude do grande destaque da fortaleza por sua invulnerabilidade a ataques. Após a conquista, o nome Tzion se torna sinônimo do Monte do Templo e de toda a cidade de Jerusalém.


Após ter capturado a cidade, David fixou residência real na fortaleza que, assim como toda a cidade, passou a ser chamada de "Cidade de David". Além de fazer de Jerusalém capital de seu reino, o rei a declarou "Capital Única e Eterna do Povo Judeu".

O Livro de Samuel II relata que David tinha 30 anos quando iniciou seu reinado, que duraria 40 anos - 7 dos quais em Hebron e 33 em Jerusalém. O novo Rei restaura a glória de seu povo e sua fama se estende muito além da Terra de Israel. O Livro de Samuel diz que "David tornava-se cada vez maior e o Eterno, D'us dos Exércitos, estava com ele". Contudo, apesar de seu crescente poder e prestígio, o Rei permaneceu humilde como sempre fora - e por este motivo, D'us sempre esteve com ele.

David anseia por construir o Templo Sagrado

Desde o início de seu governo, David teve que defender Israel dos filisteus que, preocupados ao ver a ascensão de um novo líder, novamente se voltam contra a pátria judaica. David, rei e profeta, consulta D'us antes de sair à guerra e recebe a promessa de que "os teria em suas mãos". E, de fato, com a ajuda Divina, David golpeia os tradicionais inimigos de Israel de forma tão incisiva que o Reino de Israel finalmente obtém a almejada paz e segurança. Mas, homem de profunda fé que era, o Rei não desejava deixar um legado de vitórias militares. Esperando que fosse sua maior e mais duradoura contribuição a D'us e a Israel, sonhava erguer uma morada permanente para a Shechiná - a explícita Presença de D'us neste mundo.

Os pré-requisitos para a construção do Templo são detalhados no quinto livro da Torá. E está escrito: "Quando cruzardes o Jordão e vos estabelecerdes na terra... e Ele vos livrará e fará descansar de todos os vossos inimigos, e habitareis em segurança; e lá será o lugar que o Senhor, vosso D'us, escolheu para descansar o Seu Nome..." (Deuteronômio 12: 10-11). Apesar de o rei David ainda vir a travar muitas batalhas, a Terra de Israel, sob sua liderança, não mais foi vítima de ataques de exércitos estrangeiros. Quando julgava necessário para a proteção de seu povo, ele mesmo empreendia ataques preventivos contra vizinhos hostis, conseguindo conquistar a todos. Por isso, vendo que em seu reinado Israel vivia em segurança, dentro de suas fronteiras, acredita ter chegado a hora dos Filhos de Israel erguerem uma morada permanente para abrigar a Presença Divina na terra - o Seu Templo Sagrado.

Mas, valendo-se do profeta Nathan, o Altíssimo envia uma mensagem a David, Seu servo - título com o qual poucos foram agraciados e que indica total submissão a D'us. O profeta diz ao Rei que não caberia a ele ser o construtor do Templo, mas a seu filho. Uma das razões para não merecer a permissão era o fato de ser um guerreiro - fizera derramar muito sangue, ainda que para defender o Povo Judeu e em obediência a D'us. Nachmânides escreveu que o rei David não recebeu a permissão de construir o Templo por simbolizar a justiça, ao passo que o Templo, como fonte de arrependimento e do perdão Divino, deveria representar o Divino atributo da Misericórdia.



Continue Lendo...[+]

Tutankhamon

Tutankhamon

Ele só tinha 18 anos quando morreu. Tutankhamon (originalmente Tutankhaton) deve sua fama principalmente ao fato da descoberta de sua tumba completamente intacta em 1922. Os artefatos notáveis da tumba, inclusive a sua máscara funerária, estão à mostra no Museu Egípcio do Cairo.



Máscara funerária de Tutankhamon

Tutankhamon era possivelmente o filho de Amenófis IV e de sua esposa Nefertiti. Tutankhamon se tornou faraó após a morte do pai (1362 a.C.) e se casou com sua meia-irmã Ankhesenamon, para solidificar a sua ascensão ao poder.

A morte de Tutankhamon foi súbita e surpreendente, ao deixando nenhum herdeiro. Ele foi enterrado no Vele dos Reis, em Luxor.

Ankhesenamon, viúva de Tutankhamon, manda uma carta ao rei hitita Suppiluliuma onde relata suas preocupações:

“… o meu consorte morreu sem deixar herdeiros. Tu, pelo que se diz, tem muitos filhos. Se aceitas enviar-me um dos Teus filhos, Ele será o meu esposo e o Rei do Egito. Jamais me sujeitarei a desposar um dos meus servos e tenho medo dos demais…”

Zannanza, filho do rei hitita, foi enviado para casar com Ankhesenamon, mas foi morto ao ingressar em terras egípcias. Como o prazo de setenta dias necessários para o sepultamento de Tutankhamon tinham se passado e não havia nenhum herdeiro legal, Ay, o vizir de Tutankhamon casou-se com Ankhesenamon, sendo ele, provavelmente responsável pela morte do príncipe hitita e de Tuthankhamon, em sua ambição de chegar ao poder do Egito.

Das 60 tumbas do Vale dos Reis só a de Tutankhamon não foi descoberta e seus tesouros roubados. Não foi descoberto mais cedo em parte porque o nome dele, junto com o de outros faraós da mesma dinastia, estavam ausentes das listas reais da 19a Dinastia.


Continue Lendo...[+]

O movimento da Lua

O movimento da Lua


Um aparelho planetário, patenteado por Manuel da Silva Marques, demonstra que a Lua, ao contrário do que se diz, não tem movimento de rotação, pois caso tivesse não mostraria à Terra sempre a mesma face. Esta demonstração desmente a falsa verdade segundo a qual a Lua executa um movimento de rotação em torno do seu próprio eixo enquanto descreve um movimento de translação em volta da Terra.


Nas enciclopédias, o fenómeno é explicado do seguinte modo: «A Lua gira em torno da Terra em 27,32 dias. No mesmo espaço de tempo cumpre uma rotação completa em torno do seu próprio eixo. É devido ao seu movimento de rotação que a Lua mostra à Terra sempre a mesma face.»

Não se compreende como é que uma suposta tese científica complica e baralha a explicação daquilo que é simples. Em primeiro lugar, a Lua não executa dois movimentos diferentes com a mesma duração, mas um único e mesmo movimento.

Se a Lua executasse, simultaneamente, dois movimentos diferentes, a meio do movimento de translação a sua face oculta estaria então voltada para a Terra, devido ao seu hipotético movimento de rotação (ver ilustração).

Assim, a Lua executa unicamente um movimento em volta da Terra, não realizando ao mesmo tempo qualquer movimento em torno do seu próprio eixo.



Se a Lua executasse um movimento de rotação em torno do seu próprio eixo, não mostraria à Terra sempre a mesma face, tal como a Terra não mostra ao Sol sempre a mesma face. E, se algum dia isso acontecer - como antevêem certos astrónomos -, um dos hemisférios terrestres ficará permanentemente às escuras.

A explicação de que «a Lua mostra sempre a mesma face devido ao seu movimento de rotação» só é entendível se for lida ao contrário: «Como não tem movimento de rotação, a Lua mostra sempre a mesma face.»

Estamos, pois, perante uma pseudo-tese científica, sem pés nem cabeça - o que levou Manuel da Silva Marques a patentear um aparelho planetário para esclarecer a verdade.

Este aparelho é constituído por duas esferas pequenas, que representam a Lua, e por uma esfera maior, que representa a Terra. Uma das esferas pequenas representa a Lua sem o movimento de rotação e possuindo apenas o movimento de translação em torno da Terra; a outra esfera pequena representa a Lua com o movimento de rotação em torno do seu eixo e o movimento de translação em volta da Terra. «Como esta última esfera não apresenta sempre a mesma face virada para a Terra, é evidente que a Lua não tem movimento de rotação em torno do seu eixo.»

Esta «máquina da verdade» torna bem claro que a Lua descreve apenas um movimento em volta da Terra, não rodando simultaneamente sobre si mesma.

Os astrónomos portugueses com livros publicados subscrevem a tese dos dois movimentos lunares, mas limitam-se a enunciá-la e evitam explicá-la, sobretudo através de um desenho.

Como refere um professor de Geometria, «a tese de que a Lua executa um movimento de rotação em torno do seu próprio eixo é um atentado à inteligência do ser humano».

O planetário construído por Manuel da Silva Marques pode ser visitado por estudantes e outras pessoas interessadas, bastando contactar o inventor.



------------------------------------------------------------
Texto de Luiz Vaz do Carmo publicado na secção Tendências/Inventos no suplemento Revista do jornal Expresso em 7 de Agosto de 1999

Ilustração Expresso/Sofia Miguel Rosa


Continue Lendo...[+]

Movimento de rotação


Esboço do movimento de rotação da Terra.


O planeta Terra, juntamente com outros astros, não persiste estático, imóvel, realiza movimentos no espaço, no caso específico do nosso planeta desenvolve uma série de deslocamentos.

Alguns dos movimentos que a Terra realiza atingem diretamente a vida das pessoas em toda superfície terrestre, dando origem aos dias e noites e às estações do ano.

O movimento de rotação é quando a Terra gira em torno de si própria, ou seja, realiza o deslocamento ao redor de seu eixo, que é imaginário, evento esse que também é desenvolvido por outros planetas que se enquadram no sistema solar.

O movimento em questão realizado pelo planeta Terra ocorre no sentido oeste – leste, são gastos 24 horas para ser concluído, tempo que corresponde a um dia.

A seqüência dos dias e das noites é resultado direto do movimento de rotação, que, além disso, equilibra o modo de vida dos seres vivos terrestres, inclusive as relações humanas.

Esse movimento é de suma importância para regular a temperatura do planeta, pois se somente um lado do planeta fosse voltado para o sol esse teria elevadíssimas temperaturas enquanto que a outra parte que se encontraria sombreada seria sempre escura e apresentaria temperaturas muito baixas, sem contar que nenhum desses iria produzir riquezas em biodiversidade em tais condições.




A Terra possui um eixo de rotação, no entanto, esse é uma linha imaginária que é traçada de um pólo a outro pelo centro do planeta, os cientistas a criaram para facilitar o entendimento dos movimentos realizados.

Por Eduardo de Freitas



Continue Lendo...[+]

A Origem Francesa do REAA

A Origem Francesa do REAA


O escocesismo nasceu na França, como Maçonaria stuartista, sendo, na realidade, a primeira manifestação maçônica em território francês. Quando, em 1649, o rei Carlos I (da dinastia dos Stuarts, de origem escocesa) foi decapitado, após a vitória da revolta puritana de Oliver Cromwell, sua viúva, Henriqueta de França, aceitou asilo em território francês, em Saint Germain , para onde foi, acompanhada de todo o seu séquito, onde já existiam numerosos maçons aceitos. Onze anos depois, seria restaurado o trono stuartista na Inglaterra.



Alec Mellor fala em origem jacobita do Rito Escocês, pelo fato de existirem Lojas militares, formadas pelos regimentos fiéis aos Stuarts, ou seja, regimentos irlandeses e escoceses, totalmente jacobitas e, em sua maioria, católicos. Jacobita foi o nome dado, na Inglaterra, após a revolução de 1688, quando houve nova queda de um Stuart (Jaime II), aos partidários da dinastia.

Paul Naudon informa que, em 1661, às vésperas de subir ao trono inglês, Carlos II criou, em Saint Germain, um regimento com o título de Real Irlandês, que, depois, seria alterado para Guardas Irlandeses. Esse regimento, seguindo os Stuarts, foi incluído na capitulação de 1688, desembarcando em Brest, a 9 de outubro de 1689, e permanecendo, até 1698, fora dos quadros militares franceses, quando foi incorporado ao exército francês. Segundo Gustave Bord, o regimento dos Guardas Irlandeses mantinha uma Loja maçônica, cujos documentos chegaram até à atualidade. A 13 de março de 1777, o Grande Oriente da França admitiu que a constituição dessa Loja datava de 25 de março de 1688, sendo, portanto, a única Loja do século XVII, cujos vertígios chegaram até nós (e era uma Loja stuartista).

Jean Baylot situa a fundação da primeira loja stuartista em 1689, em Saint-Germais-en-Laye, sede da corte de Jaime II, pelo regimento irlandês Walsh de infantaria, enquanto a segunda teria sido criada em Arras, pelo dignitário inglês lord Penbrocke. Embora alguns autores que só existem lendas, em torno dessa Loja de 1689, Chevalier descobriu, por um documento manuscrito, de 1735, a confirmação do estabelecimento dos Stuarts, em Saint Germais, em 1689. Assim, a existência dessa Loja torna-se palusível, considerando-se a importância da população escocesa que emigrou, com a corte de Jaime II. O certo é que, depois da fundação da Premier Grand Lodge, desenvolveram-se na França, dosi ramos distintos da Maçonaria: um inglês, dependente da Grande Loja, e outro "escocês", livre do sistema obediencial, inicialmente.

Na realidade, em 1717, podia-se falar num "sistema escocês", e não num rito, pois isso só aconteceria com a introdução dos Altos graus, suma característica do escocesismo, nascida do desejo de aristocratizar a Ordem maçônica. E o sistema acabou sendo chamado de escocês, sem ter uma ligação evidente com a Escócia (a não ser indiretamente, através dos stuartistas). Le Forestier crê que o termo "escocês" representa uma inspiração direta do discurso de Ramsey, de 1737, já que este afirma que a Ordem maçônica conservou, na Escócia todo o seu esplendor, numa época em que, em outros locais, ela caia na mais profunda decadência. Essa explicação, todavia, segundo Mellor, parece insustentável, pois o discurso é de 1737 e existem provas de que já havia um grau chamado de "Mestre Escocês", que já era praticado em 1735, daí a origem do termo. Oswald Wirth concorda com a existência desse grau de "Mestre Escocês" e tece considerações sobre ele.

O termo "escocês", a partir daí, passou a designar as sessões locais de uma vasta organização política, acabando por se generalizar; e, de nome nacional, tornou-se sinônimo de uma organização política. Para Mellor, pode-se presumir que isso aconteceu porque a maioria dos fiéis jacobitas era constituída por escoceses, o que acabou por fazer com que todos os jacobitas fossem chamados de escoceses e, assim, com que o termo passase a ser um rótulo político, ao invés de designar apenas o nascido na Escócia. Dir-se-ia, então, "um escocês", como quem diria, mais tarde --- como cita Mellor --- um "Chouan" (insurreto da Vendéia), para significar um monarquista, ou mesmo um "Vendéen du Midi" (Vendeio do Sul), um "Vendéen Provençal" (Vendeio da Provença), e assim por diante (a guerra da Vendéia foi uma insurreição contra-revolucionária francesa, provocada em 1793, pelos cidadãos da Bretagne, do Poitou e de Anjou).

Em 1758, foi criado, por Pirlet, em Paris, o Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente Grande e Soberana Loja Escocesa de São João de Jerusalém, a qual foi a mais importante das potências escocesas, no século XVIII. No mesmo ano, ela criava um sistema de Altos Graus, impondo-lhe o limite de 25, resolução que seria, oficialmente inscrita nos seus estatutos, segundo Mellor, em 1762. Em 1761, Etienne Morin recebia, da seção bordelesa (de Bordéus) do Conselho, uma patente que o autorizava a fundar Lojas dos Altos Graus no Novo Mundo, ou seja, nas Américas. A Maçonaria norte-americana ainda era muito incipiente, pois a sua história tinha menos de 30 anos. Esse rito foi chamado de Rito de Perfeição, ou de Heredom.

No "Diccionario Enciclopedico de la Masoneria", pode-se ler que o conjunto do sistema dos 33 graus do REAA, como se pode ver na Recopilação das Atas do Supremo Conselho da França (por Serier, Paris, 1832) e em outra ata do mesmo Supremo Conselho, de 5 de março de 1813, publicada com o título de Notice sur la Francmaçonnerie et sur l´érection du Suprème Conseil de trente trois grades, assim como em muitos outros documentos, repousa sobre os Estatutos e Regulamentos redigidos em Bordéus, em 1762, pelos deputados delegados pelo Soberano Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente e dos Príncipes do Real Segredo daquela cidade, que havia sido instituído pelo primeiro, em 1759, cujo texto oficial se acha na citada recopilação e na Constituição, Estatutos e Regulamentos para o Governo do Supremo Conselho, atribuídos a Frederico II.

Tanto é verdade, que o rito, cujo primeiro Supremo Conselho foi criado em 1801, em Charleston, Carolina do Sul, EUA, e que foi chamado, inicialmente, de Rito dos Maçons Antigos e Aceitos (apenas), tem 22 graus que são os do Rito de Perfeição, ou de Heredon. E são os seguintes os graus do Heredom:

Primeira Classe

1. Aprendiz - 2. Companheiro - 3. Mestre

Segunda Classe

4. Mestre Eleito - 5. Mestre Perfeito - 6. Secretário Íntimo - 7. Intendente dos Edifícios - 8. Preboste e Juiz.

Terceira Classe

9. Mestre Eleito dos Nove - 10. Mestre Eleito dos Quinze - 11. Ilustre Eleito das Doze Tribos.

Quarta Classe

12. Grande Mestre Arquiteto - 13.Cavaleiro Real Arco - 14. Grande Eleito, Antigo Mestre Perfeito

Quinta Classe

15. Cavaleiro da Espada ou do Oriente - 16. Príncipe de Jerusalém - 17. Cavaleiro do Oriente do Ocidente - 18.. Cavaleiro Rosa-Cruz.

Sexta Classe

19. Grande Pontífice, ou Mestre Ad Vitam - 20. Grande Patriarca Noaquita - 20. Grande Mestre da Chave da Maçonaria - 22. Príncipe do Líbano, Cavaleiro Real Acha.

Sétima Classe

23. Cavaleiro do Sol, ou Príncipe Adepto Chefe do Grande Consitório - 24 - Ilustre Cavaleiro Grande Comendador da Águia Branca e Negra, Grande Eleito Kadosh - 25. Mui Ilustre Soberano Príncipe da Maçonaria, Grande Cavaleiro Sublime Comendador do Real Segredo.

Qualquer semelhança com o REAA não é mera coincidência.

Diante do testemunho de pesquisadores acatados em todo o mundo, os quais pesquisaram "in loco" , seria uma heresia histórica afirmar que o REAA não tem origem francesa, mas, sim, norte-americana, ou inglesa. Mais do que isso, seria ficar na contramão do mundo.



José Castellani



Bibliografia:

Baylot, J. - Dossier Français de la Franc-Maçonnerie Réguliére - Paris - 1965

Bord, G. - La Franc-Maçonnerie en France des origines à 1815 - Paris - 1908

Findel, J.G. - Histoire de la Franc-Maçonnerie - tradução francesa em dois volumes - Paris - 1866 (1a. ed.)

Lantoine, A. - Le Rite Écossais Ancien et Accepté - Paris - 1930

Le Forestier, R. - L´Occultime et la Franc-Maçonnerie Écossaise - Paris - 1928

Mellor, A. - La Franc-Maçonnerie à l´Heure du Choix - Paris - 1963

Naudon, P. - La Franc-Maçonnerie - Paris - 1963

- Les Origines Religieuses et Corporatives de la Franc-Maçonnerie - Paris -1953

Preuss, A. - Étude sur la Franc-Maçonnerie Américaine - Paris - 1908

Vibert, L. - La Franc-Maçonnerie avant l´existence des Grands Loges - edição francesa - Paris - 1948

Wirth, O. - La Franc-Maçonnerie Rendue Intelligible à ses Adepts - Paris - 1931


Continue Lendo...[+]

O Rei Davi Ultima Parte


Assim como Moshê, que pôde ver, mas não entrar na Terra Santa, também David pôde ver o local do Templo Sagrado que seria erguido por seu amado filho, Salomão. É possível que o filho de David ha-Melech e Bat Sheva tenha merecido construir o Templo por ter sido seu pai quem implorou pelo privilégio de erguer uma Morada Divina sobre a Terra.


Efetivamente, é David quem coloca as fundações do Templo: pôde avistar o seu futuro local, construiu um altar e engajou todas as tribos de Israel na divisão equânime que permitiria a sua aquisição.


 É ele, David, e não Salomão, quem compra a terra sobre a qual se erguiria o Templo, e se dedica, por inteiro, a organizar os recursos para a sua construção. E por sua dedicação à construção, o Templo levará o nome de Casa de David (Reis I, 12:16; Salmo 30:1).


No artigo da edição passada sobre o rei David, mencionamos ter vivido 70 anos. E que esses anos lhe foram legados por Adão, o primeiro homem, que, por sua vez, foi informado por D'us que o rei David estava fadado a morrer logo após seu nascimento. David continha em seu íntimo a alma do primeiro ser humano, fruto da Obra Divina, cuja alma, por sua vez, continha a alma de todos os homens. Diz-nos o Zohar que as três letras do nome Adão - Alef, Dalet e Mem - representam as iniciais dos nomes de três homens: Adão, David e Mashiach. "Ao que Adão começou, David deu continuidade e o Mashiach concluirá", ensina o Zohar.

David ha-Melech viveu num passado distante, mas seu legado permanece mais vivo do que nunca. Hoje, após dois mil anos de exílio, o povo de David retornou à sua Terra e à Capital que ele fundou para nosso povo, para todo o sempre. Hoje, ansiamos pela reconstrução da Casa de David.

E como foi ele, David, quem abriu a porta do arrependimento para nosso povo, e é ele quem nos consola com seus Salmos e quem estabeleceu as fundações para um futuro novo e glorioso para seu povo, fazemos do seguinte ensinamento do Talmud uma canção em nossos lábios e nos de nossos filhos: "David, Melech Israel, Chai VeKaiam!" - "David, Rei de Israel, está vivo e assim permanecerá" (Trat. Rosh Hashaná, 25a).

Bibliografia:

Rabbi Scherman, Nosson, Samuel I-II, The Early Prophets,with commentary anthologized from rabbinic writings, The ArtScroll Series, Mesorah Publications.

Tehillim, with commentaries by Rabbi Avrohom Chaim Feurer, Mesorah Publications.



Continue Lendo...[+]

Mais MS Maçom

Related Posts with Thumbnails

Pesquisar

Loading